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| Pavilhão 9 | Divulgação |
Dupla
emblemática da cena hip hop dos anos 90 faz a festa da música negra unindo estilos
da black music, na sexta (27). Ingressos estão à venda
Usada como uma forma de expressar
desejos e necessidades que foram ignoradas durante décadas, a música teve um
papel fundamental na cultura afrodescendente. Dela, nasceram gêneros como o blues,
rock e rap. E é exatamente esses dois últimos estilos que compõem a terceira
noite do Festival Sesc Thermas do Rock,
nesta sexta (27), representados por uma das principais bandas da cena do hip
hop da década de 1990, o Pavilhão 9,
que sobe ao palco do Sesc Thermas de
Presidente Prudente às 20h30.
Em seguida, às 22h, é a vez de
um garoto que era conhecido mais como Bernardo Santos do que pelo apelido com o
qual passou a ser identificado ao se transformar em um dos nomes mais
importantes do rap nacional, com o estouro do Planet Hemp. BNegão, ao lado de sua banda Seletores
de Frequência, revisita seu primeiro e conceituado álbum “Enxugando Gelo”,
às 22h, trazendo outros estilos de música negra como reggae, samba, funk e
jazz.
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| BNegão & Seletores de Frequência | Crédito: Diniz |
Os ingressos estão à venda na
bilheteria do Sesc Thermas e no portal sescsp.org.br/prudente
aos valores de R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada) e R$ 12 (com Credencial
Plena). O ingresso é válido para todas as atividades da noite e os portões
abrem às 19h30.
Conhecida por seu discurso
forte, pelas letras engajadas e por ser uma das primeiras bandas no Brasil a
unir rap com rock, o Pavilhão 9 tem
uma história que teve início com o lançamento de “1° Ato”, em 1992, indicado ao
Prêmio Sharp de Crítica. Na época, o grupo formado por Rhossi, Pivete, Camburão
e o DJ Branco trouxe ao público um álbum polêmico, que apresentava músicas como
“Otários Fardados”.
Após a saída de Pivete e
Camburão, o vocalista Rhossi resolveu inovar, unindo ao formato DJ e MC uma
banda que contava com Doze (vocais), Marinho (baixo), Blindado (guitarra),
Ortega (guitarra), Alexandre (bateria) e o DJ Branco (Rildo). Com a nova
formação, lançou “Cadeia Nacional”, em 1997. Com músicas como “Mandando
Bronca”, “Opalão Preto”, entre outras, o álbum foi um divisor de águas que
conquistou o público, vendeu mais de 100 mil cópias e ganhou o disco de ouro.
O ano de 2017 foi emblemático
para o Pavilhão 9, que completou 25 anos de carreira e, após 11 anos parados,
voltaram com o álbum “Antes Durante Depois”, que mantém sua característica mais
marcante, a fusão do rap com o rock, e com nova formação: o baterista Leco
Canali (ex-Tolerância Zero), Rafael Bombeck (ex-La Raza), DJ MF e, na linha de
frente Rhossi e Doze. O grupo ainda teve a participação do baixista Heitor
Gomes (ex-Charlie Brown Jr. e CPM22), na gravação do álbum, que logo após deu
lugar a Juninho.
Em 28 anos de carreira, foram
mais de 300 mil cópias vendidas, 6 álbuns gravados, indicações a prêmios, shows
e participações em festivais importantes do cenário mundial, como o Rock in Rio
e o Lollapalooza.
Disco referência. Clássico
Moderno. Fundamental. Esses são alguns dos termos usados para definir o
indefinível “Enxugando Gelo”, álbum que nasceu para ser o primeiro disco solo
do rapper BNegão e acabou por lhe
mostrar que, na verdade, ele já estava escudado pelos Seletores de Frequência.
O trabalho de 2003 surgiu da
vontade do MC de escrever sobre coisas que não cabiam nem no Planet Hemp, nem
no Funk Fuckers. O desejo de aliar o social e o espiritual de uma forma que
ainda não havia acontecido dentro do hip-hop nacional. Junto com isso, a
necessidade de eliminar fronteiras entre gêneros e estilos, avançar nas
alquimias que sempre pautaram a sua caminhada. A busca por fazer uma arte que
seja, segundo BNegão, “o mais imperecível possível”.
Despretenciosamente,
“Enxugando Gelo” foi um dos discos mais aclamados do ano e considerado um dos
mais importantes da música brasileira do século XXI. Sucesso absoluto de
crítica, público e vendas, o álbum é referência sobre a síntese do rap com
outros estilos de música negra, como: reggae, dub, samba, funk, jazz, funk carioca,
rock e hardcore. Além disso, a obra foi o primeiro álbum, lançado
comercialmente no Brasil, a ser disponibilizado pelos próprios artistas para
download gratuito na internet, o que gerou grande polêmica na época e
influenciou grandes movimentos neste sentido.
Enquanto o som rola no bosque,
o público pode participar de outras atividades, como a oficina Rock e Arte: Serigrafia, que oferece,
das 19h30 às 23h, um ateliê aberto para que todos possam imprimir e colorir sua
gravura em papel, tecido ou em camisetas que trouxer. Quem prefere colorir o
próprio rosto, pode participar da vivência Pinta
de Rockeiro e se maquiar e fantasiar para se sentir um astro do rock.
O bosque também será ocupado
por Dee Jays tocando músicas de todos os tempos, expositores que se reúnem para
oferecer os famosos bolachões em uma feira de vinil, além de área de
alimentação com food trucks servindo
hambúrgueres, comida mexicana e churros, e um bar de bebidas abastecido com
cerveja (com e sem álcool), refrigerante e água.
SERVIÇO
FESTIVAL SESC THERMAS DO ROCK 2018
NOITES DO
ROCK
DIA 3
(27 de julho, sexta)
Pavilhão
9 (20h30) + BNegão & Seletores de Frequência (22h). No
Bosque do Sesc Thermas. (abertura
dos portões às 19h30).
Ingressos à venda na bilheteria
do Sesc e pelo Portal sescsp.org.br/prudente.
Ingressos
(valores por noite): R$ 12,00 (trabalhador
do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes –
Credencial Plena),R$ 20,00 (meia entrada – aposentado, pessoa com
deficiência, estudante e servidor de escola pública, com comprovante) e R$
40,00 (inteira).
Classificação
indicativa das noites do rock: 16
anos (menores desta idade só entram acompanhados de responsável legal, com
documentação oficial de ambos).









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