Ação realizada pelo Ibram tem como tema este ano “Mundo Digital: Museus em Transformação”. No Museu da Imagem e do Som diversas programações online de cinema, música e fotografia agitam a semana
Imagem: Jojo Rabbit / Divulgação
Em 2020, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realiza a 14ª edição da campanha “Primavera dos Museus”, ação que visa promover instituições culturais do país no mês de setembro. O MIS – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – participa de mais uma edição, desta vez com uma programação online e gratuita em seu canal do YouTube. Além da programação, o Museu dá continuidade à ação digital MIS 50 anos, que comemora os 50 anos da instituição, celebrados em maio deste ano.
A programação teve início nessa segunda-feira (21) com uma edição especial do depoimento de Nelson Pereira dos Santos (1928-2018), um dos mais importantes e inovadores cineastas do Brasil, gravado em 1990 para o programa Memória do Cinema, do Acervo MIS. Hoje, terça, às 20h, acontece mais uma edição do Ciclo de Cinema e Psicanálise, que, em parceria com a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e a Folha de S.Paulo, debate ao vivo o longa Jojo Rabbit (dir. Taika Waititi, Alemanha/EUA, 2019, 108 min, 14 anos). A comédia dramática que satiriza a Alemanha nazista recebeu seis indicações ao Oscar 2020, incluindo Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante para Johansson, ganhando o de Melhor Roteiro Adaptado.
Completam a programação o depoimento de Jerry Adriani, participante em 2017 do programa Notas Contemporâneas; mais uma edição da Mostra Cinema de Acervo, que, sob o recorte Quando a literatura encontra o cinema, exibe dois curtas-metragens; e o Bate-papo de Cinema Pontos MIS, que exibe e debate Torre das donzelas, (dir. Susanna Lira, 2018, 97 minutos, 12 anos), documentário que recupera a história de um grupo de mulheres, presas políticas, que ocupou uma cela no Presídio Tiradentes (São Paulo).
Por fim, a programação se encerra no domingo, com mais um episódio do Lendo Imagens, novo programa do #MISemCASA, campanha digital do Museu com novos conteúdos que vem sendo realizada desde o início da pandemia. O projeto Lendo Imagens apresenta um diálogo direto entre artistas e público, partindo das fotos do Acervo MIS. Nesse episódio, a fotógrafa Stess Panissi analisa uma imagem de Gabriel Quintão, fotógrafo participante do Nova Fotografia 2015 com a mostra As cinzas de quarta. A série retrata a fragilidade da felicidade do carnaval e, sobretudo, o esforço dos foliões em sustentar algo nascido pra morrer após 80 minutos de uso.
Cursos
O MIS está com inscrições abertas para mais de 30 cursos online. São opções nas mais diversas áreas do conhecimento: cinema, HQ, fotografia, videoclipes, séries, história da arte e música. A lista completa e todos os detalhes podem ser conferidos no site do Museu: www.mis-sp.org.br/cursos
O #MISemCASA acontece em conjunto com o #Culturaemcasa, desenvolvido pela Secretaria de Cultura, por conta da orientação do Centro de Contingência do Covid-19, que determinou que os equipamentos culturais do Governo do Estado de São Paulo tenham o seu funcionamento temporariamente suspenso.
O MIS conta com patrocínio máster de Youse, patrocínio de Kapitalo Investimentos, Denso e Cielo, e apoio institucional de TozziniFreire Advogados.
Programação #MISemCasa |22 a 27.09
22.09 | Terça-feira | 20h | Ciclo de Cinema e Psicanálise l Jojo Rabbit (ao vivo)
O programa, realizado em parceria com a Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e a Folha de S.Paulo, traz a cada edição um debate sobre um filme com um jornalista e um psicanalista convidado. Dessa vez, o filme Jojo Rabbit (dir. Taika Waititi, Alemanha/EUA, 2019, 108 min, 14 anos) será tema de live com a jornalista Neusa Barbosa e o psicanalista Daniel Delouya, com mediação de Luciana Saddi – Diretora de Cultura e Comunidade da SBPSP. O longa não será exibido mas pode ser assistido nas plataformas Telecine Play, Looke, Google Play, Apple iTunes e Microsoft Store. Sinopse: Na Segunda Guerra Mundial, o solitário garoto alemão Jojo (Roman Griffin Davis) tem seu mundo revirado quando descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma jovem judia (Thomasin McKenzie) no sótão. Com a ajuda de seu único – idiota e imaginário – amigo Adolf Hitler (Taika Waititi), Jojo precisa enfrentar seu nacionalismo cego.
Participe do bate-papo ao vivo no canal do MIS no YouTube.
O programa Notas Contemporâneas registra depoimentos de significativos nomes do cenário musical brasileiro, erudito e popular, cuidando da manutenção da prática de história oral do MIS, um dos pilares de criação do museu. Durante a programação #MISemCASA, uma série de edições inéditas a partir desse material vem sendo apresentada, com organização e curadoria da historiadora Rosana Caramaschi, responsável pela entrevista, pesquisa e roteiros desde a primeira edição do programa em 2011. Esta edição traz o depoimento do cantor Jerry Adriani, gravado em fevereiro de 2017, que registrou momentos de sua vida e de sua trajetória. Jerry Adriani começou sua carreira participando de concursos e interpretando diversos gêneros musicais. No final dos anos 1950, foi influenciado pelo rock’n roll e pela música italiana. Em 1964, adotou o nome Jerry Adriani, gravou seu primeiro LP, Italianíssimo, e no mesmo ano, lançou seu segundo disco, Credi a me. Em 1965, veio a público Um grande amor, primeiro disco gravado em português. Jerry Adriani se tornou um dos grandes ídolos da Jovem Guarda. O artista foi um dos primeiros a incentivar Raul Seixas no início de sua carreira. Raulzito e os Panteras atuaram como banda de apoio por três anos; ele também gravou músicas de Raul (Tudo que é bom dura pouco, Tarde demais e Doce doce amor) e teve discos produzidos por ele entre 1969 e 1971.
Sinopse: O documentário conta a história da luta das presas políticas no Brasil a partir da vida de mulheres militantes de esquerda na ditadura militar. Elas estiveram presas juntas na década de 1970 na Torre das Donzelas, como era chamado o conjunto de celas femininas no alto do Presídio Tiradentes, em São Paulo. Para o local eram levados os presos políticos, depois de passarem por órgãos da repressão como o Dops e o DOI-Codi. O filme vai narrar, portanto, como a história democrática do Brasil se desenhou durante os anos em que essas mulheres estiveram presas na Torre das Donzela.
27.09 | Domingo | 11h | Lendo Imagens: As cinzas de quarta, de Gabriel Quintão
O projeto Lendo Imagens apresenta um diálogo direto entre artistas e público, partindo das fotos do Acervo MIS. O Museu convida artistas a escolherem uma imagem do acervo para compartilhar uma leitura com o público, com o objetivo divulgar as obras e, também, valorizar fotógrafos, curadores, críticos e pesquisadores contemporâneos. Nesse episódio, a fotógrafa Stess Panissi lê uma imagem de Gabriel Quintão, fotógrafo participante do Nova Fotografia 2015 com a série As cinzas de quarta. A série retrata a fragilidade da felicidade do carnaval e, sobretudo, o esforço dos foliões em sustentar algo nascido pra morrer após 80 minutos de uso. Captadas em um terreno da zona norte de São Paulo, onde as escolas de samba abandonam suas criações depois do desfile, as cenas incentivam uma comparação entre a alegria do carnaval e a vida real das pessoas que fazem o espetáculo acontecer. Veja o vídeo.
Exposições virtuais e Acervo Online MIS
Além da programação digital #MISemCASA, o Museu MIS apresenta cinco exposições virtuais realizadas em parceria com o Google Arts & Culture: Moventes, que traz imagens de diversas situações de deslocamentos e trabalhos itinerantes que muitas vezes passam despercebidos, invisíveis, na correria cotidiana; Coleção Guilherme Gaensly no acervo MIS: uma paisagem humana, com imagens históricas sobre o cultivo do café no interior paulista; Cinema paulista nos anos 1970, sobre a produção e bastidores do cinema paulista dessa década presente no acervo do MIS; Lambe-lambe: fotógrafos de rua em São Paulo nos anos 1970, resgate de uma das primeiras coleções do acervo do MIS com documentação dos fotógrafos de rua em atividade no início dos anos 1970; e A mulher na Revolução de 32, mostra com fotografias, arquivos de áudio e trocas de correspondências (exclusivas do acervo do MIS) relatando o dia a dia de voluntárias da Revolução.
O público também pode conferir parte do Acervo MIS que está digitalizado e pode ser acessado neste link. No Acervo online, os visitantes encontram informações sobre os itens que compõem os acervos museológico e bibliográfico do MIS e, em alguns casos, terá amplo acesso ao conteúdo das coleções de fotografia, áudio e vídeo. Tendo como base um banco de dados desenvolvido especialmente para o acervo do Museu, o Acervo online apresenta-se ao público como um instrumento para a exploração dos milhares de itens que fazem parte da documentação reunida ao longo dos 50 anos do Museu.
S e r v i ç o
#MISEMCASA
SITE www.mis-sp.org.br
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