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Em parceria inédita, MAM São Paulo e MAC USP exibem, simultaneamente, exposição ‘Zona da Mata’


Com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC USP, e Cauê Alves, do MAM, exposição reúne obras de artistas como Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno

 

Imagem: Divulgação

 

A partir de 19 de junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP exibem, em parceria inédita, a exposição Zona da Mata. Com curadoria conjunta assinada por Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC, e por Cauê Alves, do MAM, a mostra adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, lança luz às problemáticas latentes do Brasil atual e das relações entre cultura e natureza.

“Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o país. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente”, afirma o trio no texto curatorial da mostra.

 

No MAC USP, a mostra será exibida em uma única montagem, com trabalhos de Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci); Claudia Andujar; Fernando Limberger; Gabriela Albergaria; Gustavo Utrabo; Guto Lacaz; Jaime Lauriano; Julio Plaza; Leandro Lima, Gisela Motta e Claudia Andujar; Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. Já no MAM, Zona da Mata será exibida em dois momentos, com montagens de artistas diferentes. De 19 de junho a 17 de outubro, a Sala de Vidro do MAM recebe obras de Marcius Galan, Guto Lacaz e Gustavo Utrabo; e de 23 de outubro a 6 de março de 2022, será apresentada, no mesmo espaço, trabalho do artista Rodrigo Bueno feito especialmente para o local.

 

“A parceria entre o MAM e MAC USP é fundamental, há uma ligação histórica entre essas duas instituições que integram o eixo cultural do Ibirapuera. É essencial somarmos esforços, nos reposicionarmos a partir de parcerias e refletirmos sobre o modo como arte e arquitetura abordam a transformação da paisagem e seus vínculos com questões socioambientais”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

 

Ana Magalhães, diretora do MAC USP, lembra que "esta é a segunda parceria com projetos de exposições que o MAC USP realiza com o MAM. O estreitamento dos laços entre as duas instituições, sobretudo com a exposição Zona da Mata, vem de um desejo, pelo menos por parte do MAC USP, em reconhecer-se dentro do circuito artístico-cultural do Ibirapuera".

 


Conversa sobre a mostra


No dia 12 de junho, às 11h, acontece uma live sobre a exposição com Cauê Alves, Marta Bogéa e Fernando Limberger, nos canais do YouTube de ambas as instituições (
www.youtube.com/MAMoficial e www.youtube.com/MACUSPVIDEOS). A transmissão contará com intérprete de libras.

Visitação presencial

 

O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de adotar medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. O MAC USP segue os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e acompanhados pela Universidade de São Paulo. No MAM, os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e as visitas ocorrerão com hora marcada. No MAC USP a visita é gratuita mas precisa ser agendada em http://sympla.com.br/visitamacusp. Nos dois museus, o número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool em gel estão distribuídos em pontos estratégicos.



Sobre o MAM São Paulo


Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.


Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

 

 

Sobre o MAC USP

O MAC USP foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade.

Realizando intenso trabalho para preservar, estudar e exibir o acervo, o MAC USP atua como um dos principais centros no hemisfério sul a colecionar, estudar e exibir trabalhos ligados às várias vertentes da arte conceitual, às novas tecnologias e obras que problematizam a tradição moderna. Ciente de seu papel como polo formador de novos profissionais nas áreas de teoria, história e crítica de arte, além daquelas conectadas aos universos da museologia e da museografia, o MAC USP é reconhecido como um importante centro em todas essas áreas, assim como naquelas ligadas à educação pela arte.

Instalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.


Serviço:

Local: MAM São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)
Horários: terça à domingo, das 12h às 18h

Telefone: (11) 5085-1300

Agendamento prévio: www.mam.org.br/ingresso

https://mam.org.br/
www.instagram.com/MAMoficial
www.twitter.com/MAMoficial
www.facebook.com/MAMoficial
www.youtube.com/MAMoficial 


AI

Angelo Venosa inaugura Clareira do MAC USP

 

Foto: Divulgação


No último sábado, 5 de junho, o MAC USP deu início a individual Instalação Angelo Venosa, inaugurando sua Clareira, projeto com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa. Instalada no térreo do Museu, local de acolhimento de seus visitantes, a Clareira visa estabelecer diálogos entre trabalhos de artes visuais com diversas manifestações artísticas, abrindo novas possibilidades de leitura para o acervo do Museu. 

A exposição de Venosa apresenta obras que pertencem ao acervo do Museu e trabalhos mais recentes, realizados em 2020 e 2021.

Confira os detalhes e a Programação completa da Clareira: 


A CLAREIRA

Clareira (em tupi, Baependi) é uma área de pouca vegetação, ou de vegetação rasteira localizada no interior de uma floresta ou de um bosque. Sua conformação é fundamental para a renovação da floresta e para sua diversidade, pois ela funciona como uma espécie de celeiro: ali, as novas espécies podem emergir e as existentes garantem sua sobrevivência e germinação. No caso da floresta amazônica, por exemplo, são áreas nas quais grupos indígenas nômades estabelecem assentamentos temporários.

No MAC USP, a “Clareira”, instalada no térreo do Museu, local de acolhimento de seus visitantes e de contato com o “chão” da cidade, inaugura um sítio de diversidade e renovação, recebendo uma programação com várias formas de manifestação artística, para qual estão convidados artistas visuais, músicos, performers, bailarinos, escritores, atores, cineastas, curadores, diretores, configurando local de trocas e de expressão artística de linguagens diversas.

A programação alterna ações pontuais nas noites de quinta-feira, intercaladas com duas instalações de Artes Visuais que perduram no tempo. São Paulo Companhia de Dança, Teatro da Vertigem, Noemi Jaffé, Joel Pizzini, Livio Tragtenberg, Eduardo Monteiro, Angelo Venosa, Marcos Gallon, Ana Amorim, DC, Elilson, Julián Fuks, Natalia Timerman, Cristina Elias, César Meneghetti, Eugenio Puppo, Daniel Munduruku, Sonora e Lucia Koch são os artistas e coletivos que irão configurar a Clareira no MAC USP, em 2021.

Foto: Divulgação


Reserve seu ingresso


Junho

05/06 a 01/08 - Angelo Venosa
É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura. Desde então lançou as bases de uma trajetória que inclui passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira Século XX (1987, Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993) e Bienal do MERCOSUL (2005). O artista conta com várias esculturas públicas instaladas no país - em São Paulo, no Jardim do Parque Ibirapuera, acervo Museu de Arte Moderna e no Jardim da Luz, acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Agosto
5, 12 e 19/8 - Marcos Gallon (Curador convidado)
Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Como bailarino e coreógrafo, trabalhou em várias companhias de dança em São Paulo. É diretor artístico da Verbo – Mostra de Performance Arte, plataforma anual criada pela Galeria Vermelho (São Paulo), em 2005. Organizador de Verbo – mostra de performance arte (Ed. Tijuana, 2015). Curador convidado na Clareira, Gallon apresenta os artistas Ana Amorim, DC e Elilson.

5/8 - Ana Amorim
Graduada em Artes Plásticas (FAAP), com mestrado nos Estados Unidos (Ohio University) e estudos na Inglaterra e Nova Zelândia, a artista propõe como poética que a sua vida é arte e elege desenhar mapas mentais em livros, ao final de todos os dias, desde 1988, como evidência do seu estar viva. Essa rotina se desdobra em suportes distintos como registro de suas derivas pelo mundo. Grande tela (1989), Grande tela (1990) e O espectro de cor da minha vida (1989) integram o acervo MAC USP.

12/8 - DC
DC atua de maneira transversal no terreno das Artes Visuais. Há nove anos é mediadora em espaços expositivos em instituições de arte. Realizou palestras na Suíça, Vevey e Lausanne. Dedica-se ao projeto Seus filhos também praticam, no qual utiliza a prostituição como ferramenta de trabalho e investigação, aproximando-se de garotos com idade entre 18 e 25 anos, brancos, ricos e autodeclarados héteros. Nesse projeto, busca cultivar o diálogo e a escuta no domínio da raça, classe, gênero e sexualidade.

19/8 - Elilson
Artista e professor, graduado em Letras (UFPE), mestre em Artes da Cena – Performance (UFRJ). Recebeu bolsa do Programa de Formação e Deformação da EAV – Parque Lage (2018), premiado em Rumos Itaú Cultural e pelo EDP nas Artes do Instituto Tomie Ohtake. Como educador concebeu e supervisionou o Educativo da XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Publicou Por uma mobilidade performativa (Editora Temporária, 2017) e Mobilidade [inter]urbana-performativa (Rumos Itaú Cultural, 2019).

26/8 - Julián Fuks
A ocupação (Companhia das Letras, 2019). É autor de Histórias de literatura e cegueira (2007) e Procura do romance (2011), ambos finalistas dos prêmios Jabuti e Portugal Telecom, e do romance A resistência (2015 , traduzido em cinco línguas e vencedor dos prêmios Jabuti de Livro do Ano de Ficção e Melhor Romance em 2016), Saramago (2017) e Anna Seghers (2018). Foi eleito pela revista Granta "um dos melhores jovens escritores brasileiros". Na Clareira fará leitura de trechos de A ocupação.

AI


Terceiro encontro online do ciclo 1922: modernismos em debate aborda questões ligadas às culturas urbanas

Imagem: Divulgação
 

O evento acontece no dia 31 de maio (segunda-feira), das 18h às 21h15, com transmissão ao vivo nos canais de Facebook e YouTube do IMS, do MAC USP e da Pinacoteca de São Paulo

 

 

No dia 31 de maio (segunda-feira), das 18h às 21h15, acontece o terceiro encontro do ciclo 1922: modernismos em debate, organizado pelo Instituto Moreira Salles, pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e pela Pinacoteca de São Paulo. Online e gratuito, o ciclo promove debates mensais, até dezembro, sobre a Semana de Arte Moderna de 1922. O objetivo é realizar uma revisão crítica da Semana, contextualizando-a historicamente e examinando manifestações consideradas inovadoras em outras partes do país. Todas as atividades serão transmitidas ao vivo nos canais de YouTube e Facebook das três instituições.

 

O encontro do dia 31 de maio inclui duas mesas sobre as relações entre a cultura urbana surgida no Brasil no início do século XX e o modernismo. Na primeira mesa, às 18h, a historiadora Marize Malta fala da presença das artes gráficas, de objetos utilitários, das artes aplicadas, das artesanias e de manifestações populares em grandes cidades como o Rio de Janeiro e como essas produções interferiram nas artes visuais.

 

Em seguida, a professora titular da Escola de Comunicação da UFRJ, Beatriz Jaguaribe, destaca as reformas urbanas realizadas em 1922 para a celebração da Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil no Rio de Janeiro, em diálogo com as propostas estéticas da Semana de Arte Moderna de São Paulo. Das 19h às 19h30, será realizado o debate com mediação da curadora chefe da Pinacoteca, Valéria Piccoli.

 

Na segunda mesa, com início às 19h45, o escritor e historiador Luiz Antônio Simas discutirá as dinâmicas da urbanização brasileira a partir do samba, do futebol e da umbanda, cruzando tais processos com o modernismo de 1922.

 

Em seguida, Salloma Salomão, historiador e dramaturgo, questionará  os limites das narrativas das elites e apresentará hipóteses sobre as culturas negras brasileiras como contranarrativas da modernidade hegemônica. Após o encerramento da mesa, das 20h45 às 21h15, haverá um debate com os dois convidados, mediado por Horrana Santoz que também integra a equipe de curadoria da Pinacoteca.

 

Mais sobre o ciclo 1922: modernismos em debate

 

Realizado entre março e dezembro de 2021, de modo online, o ciclo de encontros tem o objetivo de promover uma revisão crítica da Semana de Arte Moderna de 1922. Os debates serão realizados uma vez ao mês e terão ao todo a presença de 41 convidados. Participam pesquisadores de diferentes estados, com o objetivo de comparar pontos de vistas, ampliar o conceito de modernismo e discutir as especificidades dos diversos movimentos que despontaram no Brasil entre os anos 1920 e 1940. Além de reunir especialistas em arte moderna, participam artistas contemporâneos, que discutirão o teor ideológico presente na representação de corpos negres e indígenas nas obras do período. O seminário acontece no ano anterior ao do centenário da Semana de Arte Moderna justamente para nutrir as pesquisas das três instituições para 2022, quando todas farão eventos em torno da efeméride. 1922: modernismos em debate é organizado por Ana Gonçalves Magalhães (MAC USP), Fernanda Pitta (Pinacoteca), Heloisa Espada (IMS), Horrana de Kássia Santoz (Pinacoteca), Helouise Costa (MAC USP) e Valéria Piccoli (Pinacoteca).

 

 

 

Serviço

Encontro 3 | Culturas Urbanas

31 de maio (segunda-feira), das 18h às 21h15

 

mesa 5*

 

18h - 18h30 | Os modernismos das coisa e outras coisa do modernismo, com Marize Malta (UFRJ)

 

18h30 - 19h | Arquivos urbanos de 1922: a disputa pelo moderno e imaginários da cidade, com Beatriz Jaguaribe (UFRJ)

 

19h - 19h30 | debate

Mediação: Valéria Piccoli (Pinacoteca)

 

19h30 - 19h45 | intervalo

 

mesa 6

 

19h45 - 20h15 | A cidade, o poeta e o diamante, com Luiz Antônio Simas (escritor, professor e historiador, compositor brasileiro e babalaô no culto de Ifá)

 

20h15 - 20h45 | A modernidade negra e o Modernismo reacionário brasileiro para além de 1822, com Salloma Salomão (compositor, educador, ator e dramaturgo)

20h45 - 21h15 | debate
Mediação: Horrana Santos (Pinacoteca)

*As mesas 1 e 2 (29 de março) e 3 e 4 (26 de abril) estão disponíveis nos canais do youtube das três instituições

 

Atividade gratuita com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais)

Transmissão ao vivo pelos canais de YouTube e Facebook das três instituições:

 

IMS

youtube.com/imoreirasalles

facebook.com/institutomoreirasalles

 

MAC USP

youtube.com/macuspvideos

facebook.com/usp.mac

 

Pinacoteca de São Paulo

youtube.com/pinacotecadesãopaulo

facebook.com/PinacotecaSP

 

Sobre os debatedores

 

Marize Malta

Historiadora da arte e professora Associada da Escola de Belas Artes da UFRJ. Doutora em história (UFF) e mestra em história da arte (UFRJ), realizou estágio pós-doutoral no Instituto de Artes da Universidade de Lisboa. Líder dos grupos de pesquisa Entresséculos e Modos. É coordenadora do Setor de Memória e Patrimônio da EBA-UFRJ (Museu D. João VI, Arquivo Histórico e Biblioteca de Obras Raras) e editora assistente da revista MODOS.

 

Beatriz Jaguaribe

Professora titular da Escola de Comunicação da UFRJ. Foi professora visitante em várias instituições, como Harvard, Princeton e Stanford. Recebeu nomeação para a bolsa Robert F. Kennedy do Latin American Studies Center (Harvard) e as bolsas Guggenheim e ICAS (NYU) e foi nomeada para a Cátedra Andrés Bello do King Juan Carlos of Spain Center, da Universidade de Nova York. Publicou os livros, Rio de Janeiro: Urban Life through the Eyes of the City (2014) e O choque do real (2007), entre outros.

 

Luiz Antonio Simas

Escritor, professor, historiador, educador e compositor. É autor de 20 livros e de mais de uma centena de ensaios e artigos publicados sobre carnavais, folguedos, religiosidades populares, futebol e culturas de rua. Ganhou o Prêmio Jabuti de Livro de Não Ficção do ano de 2016, pelo Dicionário da história social do samba, escrito em parceria com Nei Lopes. Foi ainda finalista do mesmo prêmio em duas outras ocasiões.

 

Salloma Salomão Jovino da Silva

Historiador, educador, ator, dramaturgo e músico. Mestre e doutor em história pela PUC-SP, é autor de várias publicações, como Memórias sonoras da noite: musicalidades africanas no Brasil, nas iconografias do século XIX (2002). Pesquisa teatralidades e dramaturgias negras, participou da peça Gota d’água preta (2018-2020), é autor do musical Agosto na cidade murada (2018) e atuou no projeto teatral Fuzarka dos Descalços (Prêmio Cultura Inglesa 2019), do Coletivo dos Anjos.

 

Próxima datas e temas do ciclo de encontros:

 

28 de junho – O popular como questão

26 de julho – Outras centralidades

30 de agosto – Artes indígenas: apropriação e apagamento

27 de setembro – Fotografia e cinema

25 de outubro – Artes do cotidiano

29 de novembro – Políticas do Modernismo

13 de dezembro – Futuro e passado: legados para o patrimônio

 

Acesse os sites institucionais para a programação completa.

 


AI








Webinário no MAC USP aborda processos curatoriais

 

Imagem: Reprodução

Webinário

Curadoria em debate: a pesquisa em museus universitários

20 e 21 de Maio, 14 às 18 horas

 

Este webinário aborda desafios da prática curatorial em museus universitários de diversas tipologias, com a participação de palestrantes do Brasil e do exterior. Trata-se de atividade integrante do Projeto FAPESP “Coletar, identificar, Processar, Difundir. O Ciclo Curatorial e a produção do conhecimento”, que reúne docentes e pesquisadores do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Zoologia, do Museu Paulista, do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Instituto de Física – todos da USP – e do Instituto de Artes da Unicamp.

 

Evento gratuito, sem necessidade de inscrição prévia

Transmissão em português - youtube.com/macuspvideos

Programa completo em https//sites.usp.br/ciclocuratorial/

Informações - curadoriaemdebate@gmail.com

 

Programa

20 de Maio

14h - ABERTURA

Ana Magalhães (MAC USP)

 

14h15 -CURADORIA DIGITAL

Corrie Saux Moreau (Cornell University)

Compartilhando o poder das coleções através da digitalização

Dalton Lopes Martins (UnB)

O desafio da memória em tempos de cultura digital: dos objetos digitais às redes semânticas

Bruno Moreschi (FAU USP)

A desmaterialização não está exposta – Arte e tecnologia como parte estruturante (ou desestruturante) de práticas curatoriais

Mediadora: Solange Lima (MP USP)

Debatedora: Ana Carolina Maciel (IA COCEN Unicamp)

 

16h20 - INTERAÇÕES DISCIPLINARES: TECNOLOGIAS DE IDENTIFICAÇÃO

 Cynthia Schwarz (Yale University)

 Patrimônio cultural e colaboração: Conservação na Universidade de Yale

 Carlos Appoloni (UEL)

O Laboratório de Física Nuclear Aplicada e o trabalho com coleções museais

Mediadora: Ana Magalhães (MAC USP)

Debatedora: Márcia Rizzutto (IF USP)

 

21 de Maio


14h - SABERES COMPARTILHÁVEIS, ALTERIDADES E POLÍTICAS CURATORIAIS

 Marília Cury (MAE USP)

 Museologia Crítica, Museologia Social e Museologia Compartilhada na pauta da descolonização

 Gustavo A. Ortiz Serrano (MAC Bogotá)

 A espiral digital, curadoria durante e pós-pandemia

 Maria Dulce Gaspar (MN UFRJ), Cilcair Andrade (Artefato Arqueologia & Patrimônio) e Claudia Vitalino (UNEGRO)

 Ações dialógicas e vivências compartilhadas – o cotidiano da Educação Patrimonial para a legitimação dos espaços de memória

 Mediadora: Maria Isabel Landim (MZ USP)

Debatedor: Camilo de Mello Vasconcellos (MAE USP)

 

16h10 - REPATRIAÇÃO DE ACERVOS E AÇÕES DE REPARAÇÃO

 Rodrigo Christofoletti (UFJF)

 Restituição como reparação histórica: o que vale para um, vale para todos?

 Benoît de L'Estoile (École Normale Supérieure, Paris)

 Restituindo, reivindicando, compartilhando: alguns desafios para museus etnográficos

 Antoine Gournay (Sorbonne Université)

 Obras de arte asiáticas em museus: Tesouros nacionais, mas de quem?

 Mediadora: Helouise Costa (MAC USP)

Debatedor: Paulo César Garcez Marins (MP USP)

 

18h - ENCERRAMENTO

Carlos Roberto F. Brandão (MZ  USP)


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MAC USP abre ao público exposição Vídeo_MAC

Imagem: Divulgação


Quando a crise provocada pela pandemia levou ao fechamento do MAC USP para as atividades presenciais, a exposição Vídeo_MAC já estava pronta para ser montada. Museu e curador iniciaram então as conversas para transformar a exposição presencial em uma proposta de exposição virtual que mantivesse o conteúdo e os conceitos da mostra. O resultado pode ser visto no site do MAC USP - www.mac.usp.br.

Agora a exposição poderá ser vista pelo público em visita ao Museu. Com curadoria de Roberto Moreira Cruz, a mostra resgata um momento muito especial na história do Museu, quando entre 1977 e 1978, em um projeto pioneiro para um museu de arte no Brasil, o MAC USP criou um setor de vídeo que funcionou como uma espécie de laboratório onde os artistas puderam experimentar, criar e difundir a videoarte. Os vídeos produzidos por artistas como Regina Silveira, Julio Plaza, Carmela Gross, Gabriel Borba e Donato Ferrari, entre tantos outros, são praticamente inéditos para o grande público e muito pouco conhecidos pelos pesquisadores. Nas palavras do curador, "a exposição é uma oportunidade de lançar luz sobre esses trabalhos e reelaborar a história da videoarte brasileira em seus primeiros anos".

 

A curadoria é resultado de um projeto de pós-doutorado de Roberto desenvolvido no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, sob supervisão de Cristina Freire. O projeto beneficiou-se, não só da pesquisa consolidada por Freire com o acervo de arte conceitual ao longo de décadas, como também da doação da Biblioteca de Walter Zanini ao Museu. 


Vídeo_MAC

Curadoria Roberto Moreira Cruz

8 de maio a 25 de julho

Terça a domingo das 10 às 19 horas (necessário agendamento)

11 2648.0254

Entrada gratuita

Para agendamento - sympla.com.br/visitamacusp

MAC USP - Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera



AI

Ciclo de Debates sobre a Semana de Arte Moderna de 1922

 Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e Pinacoteca de São Paulo promovem ciclo de debates sobre a Semana de Arte Moderna de 1922

 

Logo MAC USP: divulgação

 

A Semana de Arte Moderna será tema do ciclo de debates 1922: modernismos em debate, que acontece entre março e dezembro de modo online. Os encontros serão realizados uma vez ao mês e terão a participação de 41 convidades. A atividade é organizada em conjunto, de forma inédita, pelo Instituto Moreira Salles, pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e pela Pinacoteca de São Paulo, e se propõe a promover uma revisão crítica da Semana, contextualizando-a historicamente e examinando outras manifestações similares em diversas partes do país.

 

O programa inclui debates nas quatro áreas representadas no evento modernista: arquitetura, artes plásticas, música e literatura. Além disso, tratará de investigar os motivos históricos e culturais da ausência da fotografia e do cinema na Semana. Outros pontos de reflexão serão o interesse de modernistas pela cultura popular e os discursos nacionalistas que emergiram no período e tiveram desdobramentos políticos e ideológicos de espectro variado.

 

O primeiro encontro, "Histórias da Semana: o que é preciso rever", acontece no dia 29 de março, a partir das 18h, e tem a participação das pesquisadoras Ana Paula Cavalcanti Simioni, Ivana Ferrante Rebello, Regina Teixeira de Barros, além do pesquisador Frederico Coelho e da historiadora e crítica de arte Aracy Amaral (veja a programação completa abaixo). O evento será transmitido gratuitamente pelos canais de YouTube e Facebook das três instituições.

 

Participam pesquisadores de diferentes estados, com o objetivo de comparar pontos de vistas, ampliar o conceito de modernismo e discutir as especificidades dos diversos movimentos que despontaram no Brasil entre os anos 1920 e 1940. Além de reunir especialistas em arte moderna, participam artistas contemporâneos, que discutirão o teor ideológico presente na representação de corpos negres e indígenas nas obras do período.

 

Para Heloisa Espada, curadora do IMS, a Semana de 22 não representa tudo o que ocorreu em termos de modernismo no Brasil. “Queremos mostrar ao público que ela na verdade é um dos eventos, que é preciso perceber que muita coisa importante aconteceu fora do Sudeste." Para Fernanda Pitta, curadora da Pinacoteca, trata-se de pensar a Semana de maneira "menos paulistocêntrica e mais plural. Queremos 'provincializar' a semana e perceber o significado e alcance de outras manifestações do moderno no Brasil."

 

Para Ana Gonçalves Magalhães, diretora do MAC USP, um dos objetivos dos encontros "é trazer para discussão pontos cegos": "Há coisas que deixamos de ver, e outras que não foram tratadas, e que são problemáticas para a Semana", diz, citando como exemplo o que acontecia nas regiões Norte e Nordeste do país na época. "Quando a Semana de 22 emerge, tínhamos acabado de sair do ciclo da borracha, que fez com que Manaus fosse quase uma cidade cosmopolita no século XX. Que cidade é aquela, quem são os atores ali? Há colegas que estão trabalhando sobre isso já há alguns anos, vamos ouvi-los."

O seminário acontece no ano anterior ao do centenário da Semana de Arte Moderna justamente para nutrir as pesquisas das três instituições para 2022, quando todas farão eventos em torno da efeméride.

 

1922: modernismos em debate é organizado por Ana Gonçalves Magalhães (MAC USP), Fernanda Pitta (Pinacoteca), Heloisa Espada (IMS), Horrana de Kássia Santoz (Pinacoteca), Helouise Costa (MAC USP) e Valéria Piccoli (Pinacoteca).


Serviço

 

encontro 1 | Histórias da Semana: o que é preciso rever

29 de março, segunda-feira

 

mesa 1

18h - 18h30 | A Semana de 100 anos, com Frederico Coelho (PUC-Rio)

 

A chegada do centenário da Semana de Arte Moderna, realizada no dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 no Theatro Municipal de São Paulo, faz com que o evento e seus desdobramentos – isto é, o Modernismo no Brasil – radicalize o aspecto de arquivo do movimento proposto a partir de São Paulo. Como todo arquivo – este, quase borgeano – seus documentos se transformaram ao longo do tempo, a partir de escolhas e perguntas produzidas por diferentes pesquisadores de cada época. No âmbito do centenário da Semana (e do bicentenário da Independência) em um país em ebulição como o Brasil de 2022, o arquivo do modernismo deve ser reinventado à luz de novas perguntas? Será possível rever as narrativas tradicionais sobre o tema – personagens principais e secundários, marcos fundadores, textos canônicos, pautas políticas – à luz das transformações teóricas e estéticas do contemporâneo? Qual Brasil emergirá desse arquivo que faz, ao mesmo tempo, a síntese e a expansão das memórias ligadas à Semana de 1922?

 

18h30 - 19h | Encontros sobre o modernismo, Regina Teixeira de Barros (curadora independente) entrevista Aracy Amaral (USP)

 

Nesta mesa, Aracy Amaral, autora de livros sobre o modernismo no Brasil e organizadora de livros e exposições sobre artistas modernistas, será entrevistada pela historiadora Regina Teixeira de Barros para falar sobre sua trajetória como pesquisadora do período e fazer uma tentativa de balanço sobre o sentido do modernismo às vésperas das comemorações do centenário da Semana de 1922.

 

19h - 19h30 | debate

19h30 - 19h45 | intervalo

 

mesa 2

19h45 - 20h15 | Mulheres modernistas no Brasil: os muitos lugares dos gêneros, com Ana Paula Cavalcanti Simioni (USP)

 

Na Semana de Arte Moderna de 1922, três mulheres artistas estiveram presentes: Anita Malfatti, Regina Gomide Graz e Zina Aita. Enquanto a primeira foi alçada a uma condição de centralidade na história da arte brasileira, as demais mereceram menos atenção. Enquanto o reconhecimento obtido por Anita e, posteriormente, Tarsila do Amaral, parecem fazer do modernismo brasileiro bastante aberto à participação feminina, o obscurecimento das outras duas artistas merece também ser problematizado. A apresentação pretende discutir as relações entre modernismo e gênero no Brasil, em suas pluralidades e diversidades.

 

20h15 - 20h45 | Minas Gerais, um modernismo em surdina: Zina Aita e Agenor Barbosa, com Ivana Ferrante Rebello (Unimontes)

 

Em 1920, a pintora belo-horizontina Zina Aita fez duas exposições, uma no Rio de Janeiro e outra em Belo Horizonte. Com técnicas inovadoras e um colorismo excêntrico, Aita chamou a atenção de Manuel Bandeira e Ronald de Carvalho, que a convidaram para participar da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, em 1922. Além de Zina Aita, o aguerrido festival de arte contou com a participação do poeta mineiro Agenor Barbosa. Eles são exemplos de como o modernismo se desenvolveu em Minas Gerais antes de 1922.

Construída a partir do final do século XIX, Belo Horizonte foi a primeira cidade moderna planejada do Brasil. A nova capital trazia linhas urbanísticas arrojadas, inspiradas na Paris da belle époque e na cidade de Washington. Suas avenidas largas e progressistas, no entanto, foram inicialmente habitadas pelo povo mineiro interiorano, afeito à tradição e ao passado glorioso das Minas auríferas. Nos cafés da jovem capital mineira, misturavam-se o ardor pelas novidades que vinham da Europa e o amor pelos velhos hábitos. As revistas e os jornais da época retratavam esse amálgama entre o velho e o novo: sonetos clássicos eram publicados ao lado de trovas de inspiração popular e de poemas e textos feministas. Tais características, assimiladas pelo escritor Cyro dos Anjos, que chegou a Belo Horizonte, em 1920, são assim traduzidas: “O modernismo literário em Belo Horizonte fez-se em surdina, pois a ordem mineira, pesada e conservadora, não apreciava badernas, ainda que literárias”.

 

20h45 - 21h15 | debate

 

 

 

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Gratuito

O evento terá interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais)


 

Próxima datas e temas

26 de abril – Identidade como problema

31 de maio – Culturas urbanas

28 de junho – O popular como questão

26 de julho – Outras centralidades

30 de agosto – Artes indígenas: apropriação e apagamento

27 de setembro – Fotografia e cinema

25 de outubro – Artes do cotidiano

29 de novembro – Políticas do Modernismo

13 de dezembro – Futuro e passado: legados para o patrimônio

 

Acesse os sites institucionais para a programação completa.


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