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Exposição no MCB e livro celebram de forma inédita a obra do designer e arquiteto Bernardo Figueiredo

A produção de mobiliário moderno, incluindo peças para projeto original do Itamaraty em Brasília, prédios projetados no Rio desde os anos 1960, stands de feiras internacionais e o pioneirismo nos shoppings centers marcam a atuação do profissional

 

Cadeira dos Arcos, de Bernardo Figueiredo, criada para o Pálacio do Itamaraty, em Brasília | Arquivo Bernardo Figueiredo

Visitação de 17 de julho a 12 de dezembro de 2021

 
A trajetória profissional de Bernardo Figueiredo é revista em exposição no Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – e em livro publicado pela Editora Olhares a partir de 17 de julho, com o título “Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro”. Curadoras da mostra e autoras do livro, Maria Cecília Loschiavo dos Santos, professora titular de Design da FAUUSP, Amanda Beatriz Palma de Carvalho, doutora em design, e Karen Matsuda, mestre em Design, ambas pela mesma instituição, tiveram o Acervo Bernardo Figueiredo como ponto de partida para a pesquisa.
 
“A produção de Figueiredo está situada no cruzamento da arquitetura, urbanismo, design de mobiliário, design de interiores, cultura e suas inter-relações transdisciplinares. O que motivou estes cruzamentos? Bernardo foi um homem de pensamento aberto e sua identidade profissional sempre esteve imbricada com as condições culturais e sociais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ele se envolveu em diferentes experiências profissionais e humanas, sempre com uma atitude aberta e positiva, expandindo suas práticas criativas em direções interdisciplinares e em constante fluxo no Brasil e no exterior”, diz Maria Cecilia Loschiavo.
 
Dividida entre o hall de entrada e as três salas principais do MCB, a mostra traz uma linha do tempo com datas e eventos importantes: desenhos, fotos de suas criações de design de móveis e arquitetura, além do vídeo Fabricando a Poltrona Milhazes, que apresenta a fabricação desta peça na fábrica da Schuster, em Santo Cristo, RS. Haverá também desenhos originais de projetos urbanísticos criados por Figueiredo para a cidade de Porto Seguro, na Bahia.
 
Uma das salas contará com 11 peças produzidas nos anos 1960 que fazem parte do Acervo Bernardo Figueiredo, além de fotos de ambientações dessa época, incluindo imagens da residência de Bernardo. A exibição de um vídeo com trechos do filme "Garota de Ipanema" de Leon Hirzman, 1967, apresenta a segunda residência de Bernardo, que foi uma das principais locações do filme.
 
A Poltrona Carioca, desenvolvida para ser montada em um programa de TV da época, estará desmontada e aplicada em uma das paredes mostrando cada uma das partes que a compõem. Os visitantes ainda poderão conferir fotos do Porão da loja Chica da Silva, que pertenceu à figurinista Kalma Murtinho, pioneira no comércio de artesanato brasileiro no Rio de Janeiro.  O local era ponto de encontro de intelectuais cariocas e comercializou moveis de Bernardo durante vários anos.
 
Outra sala será dedicada ao Palácio do Itamaraty, que abriga o Ministerio das Relações Exteriores, em Brasília. Móveis originais como a Cadeira dos Arcos e a Poltrona Rio irão dividir espaço com as reedições produzidas pela Schuster como a Cadeira Bahia e a Poltrona Leve. Essas peças fazem parte do projeto do Palácio. A sala conta ainda com reedições sofás Conversadeira, que  poderão ser utilizados pelos visitantes e com o vídeo Palácio dos Arcos, criado por Angela Figueiredo com fotos e imagens de 1967 e 2017.
 
 Em um terceiro espaco serão apresentadas peças reeditadas pela fábrica gaúcha Schuster Móveis que, desde 2011, produz os móveis de Bernardo. O público visitante poderá experimentar o mobiliário.
 
"Relançar os móveis do Bernardo significa manter vivo o legado e a própria história do mobiliário nacional. Suas dificuldades, necessidades e propostas de solução. Tudo isso sempre apresentado uma brasilidade típica junto à discussão do jeito de ser e morar do brasileiro e suas relações com a natureza e sua filosofia própria", comenta Wilson Schuster, diretor da empresa gaúcha.
 
Sobre Bernardo Figueiredo
Formado em 1957 pela Faculdade Nacional de Arquitetura (atual FAUUFRJ), o carioca Bernardo Figueiredo (1934-2012) iniciou sua carreira projetando edifícios, explorando o universo do design de móveis e da arquitetura de interiores. Ao longo de sua carreira, ele traçou projetos urbanísticos, desenhou estandes para feiras nacionais e internacionais, projetos gráficos e empreendimentos comerciais, sendo pioneiro na criação de shoppings centers no país, como o Barra Shopping, inaugurado em 1981 no Rio de Janeiro.
 
A carreira de Bernardo esteve fortemente ligada ao Rio de Janeiro nas décadas de 1960/70, sobretudo a Ipanema, bairro onde nasceu e viveu e que se tornou um dos epicentros da cultura brasileira no periodo.
 
“Bernardo, assim como seus contemporâneos, refletiu sobre a materialidade, oferecendo projetos ousados, que visitavam diversas frentes, sem deixar de lado a real funcionalidade de cada um deles, para o seu público-alvo”, explica Karen Matsuda.
 
Bernardo trabalhou na loja Oca, onde teve a oportunidade de conviver diretamente com Sergio Rodrigues e Inge Dodel. Sobre essas experiências, dizia: “Inge me disciplinou, Sérgio me permitiu a intimidade com o móvel e Tenreiro me aguçou o estilo”.
 
Teve participação marcante na concepção do projeto de arquitetura de interiores do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, em 1967. Ele foi convidado a mobiliar as principais salas do palácio e conviveu, na ocasião, com nomes do modernismo como: Oscar Niemeyer, Burle Marx, Athos Bulcão, Bruno Giorgi e, novamente, Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro, também chamados para participar do projeto.
 
“O móvel brasileiro existe quando atende às condições próprias da nossa gente. É essa exatamente minha preocupação ao criar um modelo. Proporcionar através do conforto, plástica, materiais e autenticidade, o encontro daquilo que é acima de tudo útil para quem o procure. É uma questão de identidade”, dizia Bernardo Figueiredo.
 
A constante movimentação de Bernardo e sua busca por um modo de vida mais perto da natureza o levaram a se mudar para Porto Seguro, na Bahia. Lá, quis contribuir para algumas soluções para a população local encabeçando pequenos edifícios e projetos urbanos, além de se dedicar a preservar a riqueza natural e cultural da cidade histórica.
 
"Desde sua chegada em Porto Seguro, Bernardo lutou para que a cidade preservasse toda a natureza e vegetação ao redor. Em 1984, quando soube que usinas de álcool seriam implantadas na região, chegou a criar e liderar um grupo em defesa da cidade", contam as autoras Maria Cecília, Amanda Carvalho e Karen Matsuda.
 
“Bernardo teve uma carreira abrangente e múltipla, e suas criações permanecem e demonstram a validade formal e o rigor das respostas de projeto que ele soube dar às mais variadas demandas com as quais se defrontou”, segundo Maria Cecília Loschiavo.
 
 
Sobre o livro
O livro é um importante registro que amplia o conhecimento dos campos de arquitetura e design no Brasil na segunda metade do século XX ao destrinchar o pensamento de um profissional multidisciplinar, que se formou no auge do período moderno e atuou com pioneirismo e sucesso em diversas tipologias. Além dos textos das autoras e de apresentação de Angela Figueiredo e Adriana Figueiredo, a publicação conta com prefácios do MCB e do diplomata Heitor Granafei, que coordenou uma grande pesquisa sobre o mobiliário original do Palácio dos Arcos, além de ensaio fotográfico de André Nazareth.
 
Título: Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro
Publicação: Editora Olhares
Organização: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos
Autoras: Amanda Beatriz Palma de Carvalho, Karen Matsuda, Maria Cecilia Loschiavo dos Santos
Ensaio fotográfico: Andre Nazareth
Prefácios: Heitor Ganafei, MCB
Coordenação do projeto: Angela Figueiredo
Patrocínio: Móveis Schuster
Formato 21x28cm, capa dura
Número de páginas: 176
Tiragem: 2.000
Edição bilíngue / versão em inglês: Adriana Figueiredo, Mark Farnen e Emily Cavelier
Preço de capa: R$ 139
 
 
SERVIÇO:
Exposição Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro
Visitação a partir de 17 de julho, sábado, às 10h, até 12 de dezembro de 2021.
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito às terças-feiras.
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local
 
Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727
SITE: mcb.org.br/
Acompanhe o Museu da Casa Brasileira também pelas redes sociais.
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AI

Em parceria inédita, MAM São Paulo e MAC USP exibem, simultaneamente, exposição ‘Zona da Mata’


Com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC USP, e Cauê Alves, do MAM, exposição reúne obras de artistas como Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno

 

Imagem: Divulgação

 

A partir de 19 de junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP exibem, em parceria inédita, a exposição Zona da Mata. Com curadoria conjunta assinada por Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC, e por Cauê Alves, do MAM, a mostra adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, lança luz às problemáticas latentes do Brasil atual e das relações entre cultura e natureza.

“Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o país. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente”, afirma o trio no texto curatorial da mostra.

 

No MAC USP, a mostra será exibida em uma única montagem, com trabalhos de Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci); Claudia Andujar; Fernando Limberger; Gabriela Albergaria; Gustavo Utrabo; Guto Lacaz; Jaime Lauriano; Julio Plaza; Leandro Lima, Gisela Motta e Claudia Andujar; Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. Já no MAM, Zona da Mata será exibida em dois momentos, com montagens de artistas diferentes. De 19 de junho a 17 de outubro, a Sala de Vidro do MAM recebe obras de Marcius Galan, Guto Lacaz Gustavo Utrabo; e de 23 de outubro a 6 de março de 2022, será apresentada, no mesmo espaço, trabalho do artista Rodrigo Bueno feito especialmente para o local.

 

“A parceria entre o MAM e MAC USP é fundamental, há uma ligação histórica entre essas duas instituições que integram o eixo cultural do Ibirapuera. É essencial somarmos esforços, nos reposicionarmos a partir de parcerias e refletirmos sobre o modo como arte e arquitetura abordam a transformação da paisagem e seus vínculos com questões socioambientais”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

 

Ana Magalhães, diretora do MAC USP, lembra que "esta é a segunda parceria com projetos de exposições que o MAC USP realiza com o MAM. O estreitamento dos laços entre as duas instituições, sobretudo com a exposição Zona da Mata, vem de um desejo, pelo menos por parte do MAC USP, em reconhecer-se dentro do circuito artístico-cultural do Ibirapuera".

 


Conversa sobre a mostra


No dia 12 de junho, às 11h, acontece uma live sobre a exposição com Cauê Alves, Marta Bogéa e Fernando Limberger, nos canais do YouTube de ambas as instituições (
www.youtube.com/MAMoficial e www.youtube.com/MACUSPVIDEOS). A transmissão contará com intérprete de libras.

Visitação presencial

 

O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de adotar medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. O MAC USP segue os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e acompanhados pela Universidade de São Paulo. No MAM, os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e as visitas ocorrerão com hora marcada. No MAC USP a visita é gratuita mas precisa ser agendada em http://sympla.com.br/visitamacusp. Nos dois museus, o número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool em gel estão distribuídos em pontos estratégicos.



Sobre o MAM São Paulo


Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.


Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

 

 

Sobre o MAC USP

O MAC USP foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade.

Realizando intenso trabalho para preservar, estudar e exibir o acervo, o MAC USP atua como um dos principais centros no hemisfério sul a colecionar, estudar e exibir trabalhos ligados às várias vertentes da arte conceitual, às novas tecnologias e obras que problematizam a tradição moderna. Ciente de seu papel como polo formador de novos profissionais nas áreas de teoria, história e crítica de arte, além daquelas conectadas aos universos da museologia e da museografia, o MAC USP é reconhecido como um importante centro em todas essas áreas, assim como naquelas ligadas à educação pela arte.

Instalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.


Serviço:

Local: MAM São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)
Horários: terça à domingo, das 12h às 18h

Telefone: (11) 5085-1300

Agendamento prévio: www.mam.org.br/ingresso

https://mam.org.br/
www.instagram.com/MAMoficial
www.twitter.com/MAMoficial
www.facebook.com/MAMoficial
www.youtube.com/MAMoficial 


AI

Museu da Casa Brasileira inaugura mostra “Jean Gillon: Artista-designer”

Primeira exposição individual do designer apresenta criações para o mobiliário moderno nacional ambientadas com obras artísticas e objetos no campo do design de interiores

Imagem: Poltrona Jangada - divulgação 



Visitação de 12 de junho a 12 de dezembro de 2021
 
A partir do dia 12 de junho (sábado), estará aberta a exposição “Jean Gillon: Artista-designer”, uma realização do Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – e da galeria Passado Composto Século XX.
 
Com curadoria da galerista e colecionadora Graça Bueno e da equipe técnica do MCB, a mostra apresentará obras - datadas entre os anos de 1940 a 2005 - em todas as frentes de atuação de Jean Gillon, artista e designer nascido na Romênia, naturalizado brasileiro ao se radicar no Brasil, trabalhou também com escultura, gravura, tapeçaria, pintura, cenografia e decoração.
 
A exposição contará com móveis originais da época como as poltronas Jangada, Tijuca, Rio e Saci, estofados para exportação e uma poltrona criada para o Hotel Eldorado.  Permeada também por desenhos, cerâmicas e outras peças, a realização apresentará a influência do artista e sua multidisciplinaridade em projetos de design em mobiliário e interiores no Brasil.
 
“A mostra ‘Jean Gillon: Artista-designer’ é mais um passo do Museu da Casa Brasileira em contribuição à composição do mosaico histórico sobre o campo do design no Brasil. Para além dos nomes consagrados e das histórias consolidadas, o Museu busca reconhecer uma construção plural, considerando momentos ainda dispersos e não incorporados pela historiografia da área”, comenta Giancarlo Latorraca, diretor técnico do Museu da Casa Brasileira.  
 
 
VISITAÇÃO
De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito às terças-feiras.
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local
 
Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.
 
Sobre a galeria Passado Composto Século XX
Fundada em 1988 pela antiquária Cida Santana na Rua da Consolação, teve desde sua fundação até 2002, a colaboração de sua filha Graça Bueno para a aquisição internacional de antiguidades. Em 2002, Graça fundou seu segundo endereço na Alameda Lorena - A Galeria Passado Composto Século XX, com foco em móveis modernos brasileiros e tapeçarias artísticas do século XX.
A Galeria tem como uma de suas missões resgatar a memória e valorizar o design histórico nacional e a tapeçaria. Foi precursora na realização de exposições de mestres, designers e artistas modernos brasileiros, com publicações realizadas por pesquisa própria e com curadores convidados.
 
 
SITE: mcb.org.br/
Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727
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AI


AVON  - DIA DOS NAMORADOS

Museu de Energia tem programação na #MuseumWeek 2021

Unidades de Itu, São Paulo e Salesópolis já têm calendário definido para a oitava edição do festival virtual que reúne instituições culturais do mundo inteiro; atividades acontecem até 13 de junho

Imagem: divulgação

O Museu de Energia vai integrar as atividades da #MuseumWeek 2021 - festival virtual que reúne mais de seis mil instituições culturais presentes no mundo inteiro, promovido anualmente pela Culture For Causes Network, a Art Explora e a UNESCO. As atividades deste ano ocorrerão entre os dias 7 e 13 de junho, com a participação de museus de mais de 100 países.

Da parte do Museu de Energia, o público poderá contar com uma programação diversificada, especialmente produzida pelas unidades de São Paulo, Salesópolis e Itu. Conforme proposto pela organização, um calendário foi definido para os sete dias de evento.

PROPOSTA

O objetivo da #MuseumWeek é alcançar públicos conectados, que não estão interessados em cultura e arte, mostrando-lhes conteúdo cultural inédito; estimular o espírito da criatividade e da criação em todos nós, além de reforçar a imagem dos artistas como atores que participam da transformação da sociedade.

Trata-se da oitava edição do evento, que ocorre anualmente desde 2014, via redes sociais, e sempre se baseia em torno da seguinte proposta: "7 dias, 7 temas e 7 hashtags". Na prática, isso significa que durante sete dias, instituições culturais são desafiadas a apresentarem sete atrações, baseadas em sete temas pré-definidos pela organização, nomeados por sete hashtags.

As sete hashtags escolhidas para a edição deste ano foram: #EraUmaVezMW (#OnceUponAtimeMW); #NosBastidoresMW (#BehindTheScenesMW); #PelosOlhosDasCriancasMW (#ChildrenEyesMW); #EurecaMW (#EurekaMW); #LegendeIstoMW (#GiveAcaptionMW); #ArteEmTodaParteMW (#ArtIsEverywhereMW) e #PalavrasProFuturoMW (#WordsForTheFutureMW).

MUSEU DE ENERGIA

Seguindo a proposta da organização, o Museu de Energia elaborou um calendário de atrações que vai misturar história, descobertas da vida e da ciência, novas expressões artísticas e muito ludismo. As exibições ocorrerão pelo Facebook e Instagram. Abaixo seguem os canais de comunicação do Fundação para acompanhar a programação

 

CANAIS DO MUSEU DE ENERGIA:

https://www.facebook.com/museudaenergia/

https://www.instagram.com/museudaenergia/

 

Sobre o Museu de Energia

O Museu de Energia possui três unidades (São Paulo, Itu e Salesópolis), todas mantidas pela Fundação Energia e Saneamento. Desde 1998, a entidade pesquisa, preserva e divulga o patrimônio histórico e cultural dos setores de energia e de saneamento ambiental. Por meio desses polos, o Museu de Energia realiza ações culturais e educativas que reforçam conceitos de cidadania e incentivam o uso responsável de recursos naturais, trabalhando nos eixos de história, ciência, tecnologia e meio ambiente.

 

EMPRESA MANTENEDORA DA FUNDAÇÃO ENERGIA E SANEAMENTO: CESP

PATROCINADOR MASTER: CTG Brasil

PATROCINADOR: Comgás – Companhia de Gás de São Paulo


AI


Angelo Venosa inaugura Clareira do MAC USP

 

Foto: Divulgação


No último sábado, 5 de junho, o MAC USP deu início a individual Instalação Angelo Venosa, inaugurando sua Clareira, projeto com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa. Instalada no térreo do Museu, local de acolhimento de seus visitantes, a Clareira visa estabelecer diálogos entre trabalhos de artes visuais com diversas manifestações artísticas, abrindo novas possibilidades de leitura para o acervo do Museu. 

A exposição de Venosa apresenta obras que pertencem ao acervo do Museu e trabalhos mais recentes, realizados em 2020 e 2021.

Confira os detalhes e a Programação completa da Clareira: 


A CLAREIRA

Clareira (em tupi, Baependi) é uma área de pouca vegetação, ou de vegetação rasteira localizada no interior de uma floresta ou de um bosque. Sua conformação é fundamental para a renovação da floresta e para sua diversidade, pois ela funciona como uma espécie de celeiro: ali, as novas espécies podem emergir e as existentes garantem sua sobrevivência e germinação. No caso da floresta amazônica, por exemplo, são áreas nas quais grupos indígenas nômades estabelecem assentamentos temporários.

No MAC USP, a “Clareira”, instalada no térreo do Museu, local de acolhimento de seus visitantes e de contato com o “chão” da cidade, inaugura um sítio de diversidade e renovação, recebendo uma programação com várias formas de manifestação artística, para qual estão convidados artistas visuais, músicos, performers, bailarinos, escritores, atores, cineastas, curadores, diretores, configurando local de trocas e de expressão artística de linguagens diversas.

A programação alterna ações pontuais nas noites de quinta-feira, intercaladas com duas instalações de Artes Visuais que perduram no tempo. São Paulo Companhia de Dança, Teatro da Vertigem, Noemi Jaffé, Joel Pizzini, Livio Tragtenberg, Eduardo Monteiro, Angelo Venosa, Marcos Gallon, Ana Amorim, DC, Elilson, Julián Fuks, Natalia Timerman, Cristina Elias, César Meneghetti, Eugenio Puppo, Daniel Munduruku, Sonora e Lucia Koch são os artistas e coletivos que irão configurar a Clareira no MAC USP, em 2021.

Foto: Divulgação


Reserve seu ingresso


Junho

05/06 a 01/08 - Angelo Venosa
É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura. Desde então lançou as bases de uma trajetória que inclui passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira Século XX (1987, Musée d’Art Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993) e Bienal do MERCOSUL (2005). O artista conta com várias esculturas públicas instaladas no país - em São Paulo, no Jardim do Parque Ibirapuera, acervo Museu de Arte Moderna e no Jardim da Luz, acervo Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Agosto
5, 12 e 19/8 - Marcos Gallon (Curador convidado)
Graduado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Como bailarino e coreógrafo, trabalhou em várias companhias de dança em São Paulo. É diretor artístico da Verbo – Mostra de Performance Arte, plataforma anual criada pela Galeria Vermelho (São Paulo), em 2005. Organizador de Verbo – mostra de performance arte (Ed. Tijuana, 2015). Curador convidado na Clareira, Gallon apresenta os artistas Ana Amorim, DC e Elilson.

5/8 - Ana Amorim
Graduada em Artes Plásticas (FAAP), com mestrado nos Estados Unidos (Ohio University) e estudos na Inglaterra e Nova Zelândia, a artista propõe como poética que a sua vida é arte e elege desenhar mapas mentais em livros, ao final de todos os dias, desde 1988, como evidência do seu estar viva. Essa rotina se desdobra em suportes distintos como registro de suas derivas pelo mundo. Grande tela (1989), Grande tela (1990) e O espectro de cor da minha vida (1989) integram o acervo MAC USP.

12/8 - DC
DC atua de maneira transversal no terreno das Artes Visuais. Há nove anos é mediadora em espaços expositivos em instituições de arte. Realizou palestras na Suíça, Vevey e Lausanne. Dedica-se ao projeto Seus filhos também praticam, no qual utiliza a prostituição como ferramenta de trabalho e investigação, aproximando-se de garotos com idade entre 18 e 25 anos, brancos, ricos e autodeclarados héteros. Nesse projeto, busca cultivar o diálogo e a escuta no domínio da raça, classe, gênero e sexualidade.

19/8 - Elilson
Artista e professor, graduado em Letras (UFPE), mestre em Artes da Cena – Performance (UFRJ). Recebeu bolsa do Programa de Formação e Deformação da EAV – Parque Lage (2018), premiado em Rumos Itaú Cultural e pelo EDP nas Artes do Instituto Tomie Ohtake. Como educador concebeu e supervisionou o Educativo da XII Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Publicou Por uma mobilidade performativa (Editora Temporária, 2017) e Mobilidade [inter]urbana-performativa (Rumos Itaú Cultural, 2019).

26/8 - Julián Fuks
A ocupação (Companhia das Letras, 2019). É autor de Histórias de literatura e cegueira (2007) e Procura do romance (2011), ambos finalistas dos prêmios Jabuti e Portugal Telecom, e do romance A resistência (2015 , traduzido em cinco línguas e vencedor dos prêmios Jabuti de Livro do Ano de Ficção e Melhor Romance em 2016), Saramago (2017) e Anna Seghers (2018). Foi eleito pela revista Granta "um dos melhores jovens escritores brasileiros". Na Clareira fará leitura de trechos de A ocupação.

AI


Estão abertas as inscrições para o 34º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira

Os interessados poderão se inscrever nas categorias Produtos e Trabalhos Escritos até o dia 04 de agosto pelo site www.mcb.org.br


Imagem: Premiado em 1º lugar no Concurso do Cartaz (2020). Autor:  Leonardo Sá Rocha Sarabanda  Orientadores: Celso Longo e Daniel Trench - Instituição de ensino: Associação Escola da Cidade, SP


Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, abre inscrições para o 34º Prêmio Design MCB. Os interessados em concorrer nas categorias Produtos (Construção, Eletroeletrônicos, Iluminação, Mobiliário, Têxteis, Transportes, Utensílios) e/ou Trabalhos Escritos (Publicados e Não Publicados) poderão se inscrever até o dia 04 de agosto pelo site do MCB.

A premiação, realizada desde 1986, teve sua 34ª edição interrompida em 2020 após o Concurso do Cartaz devido à pandemia de Covid-19 e, em 2021, retoma suas atividades e se estabelece como um ato de resistência para manter a premiação viva, uma vez que esta vem enfrentando um cenário atípico e desafiador desde o início da crise mundial de saúde.

“A premiação tem como objetivo principal reconhecer a excelência do design brasileiro, valorizar a atuação dos profissionais e, consequentemente, incentivar e fortalecer a área. Em 2021, o nosso objetivo é manter a premiação, mesmo que de forma digital, para continuarmos a reconhecer os talentos espalhados pelo Brasil”, explica Miriam Lerner, diretora geral do Museu.

Na categoria Produtos, a coordenação será por Gerson Lessa, doutor em Artes Visuais pelo PPGAV/EBA/UFRJ, com tese na linha de pesquisa Imagem e Cultura, e mestre em design pelo PPD/ESDI/UERJ, com a dissertação na linha de pesquisa da História do Desenho Industrial. É docente na Escola de Belas Artes da Universidade do Rio de Janeiro, no curso de Design Industrial, e desenvolve pesquisa relativa à história do Design Industrial e à Cultura Material.

A avaliação das categorias de Produtos se dará apenas em meio digital, por isso, os participantes deverão encaminhar via formulário de inscrição as informações solicitadas e não será necessário o envio da peça física ao MCB.

Para coordenar a categoria Trabalhos Escritos, cujo tema central é ligado ao campo do design, este ano o Prêmio receberá novamente Teresa Riccetti, doutora em Ciências pela UNIFESP, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP. No período de 1990/91, foi membro da equipe de designers do Laboratório Brasileiro de Design - LBDI/CNPq (Florianópolis, SC). Atua como docente e pesquisadora da Universidade Presbiteriana Mackenzie no curso Design e é vice-líder do grupo de pesquisa: Design, Teoria e Projeto; atua nas áreas de ensino em design e de design de produtos com ênfase no mobiliário e paisagem doméstica.
 
Os Trabalhos Escritos também serão avaliados em reuniões virtuais. A modalidade de ‘Trabalhos Escritos Publicados’ analisará obras em formato livro impresso - que deverão ser entregues no Museu da Casa Brasileira - em primeira edição, obrigatoriamente com ISBN e Ficha Catalográfica. Já em ‘Trabalhos Escritos Não Publicados’ serão considerados trabalhos de pós-graduação stricto sensu (dissertações, teses e livre-docência). Em ambas as modalidades serão aceitos trabalhos publicados ou apresentados entre 2018 e 2021.
 
Inscrições
O regulamento está disponível no site do MCB e as inscrições deverão ser feitas até o dia 04 de agosto, também pelo site. O participante poderá concorrer em quantas categorias desejar, com diferentes trabalhos, e a autoria dos projetos pode ser individual ou em grupo de até 15 pessoas. A taxa de inscrição é R$ 98,00 - com desconto de 50% para estudantes e 25% para Amigos do MCB.
 
Resultado
O resultado do 34º Prêmio Design MCB será divulgado a partir do dia 14 de outubro de 2021 e os projetos selecionados pelas comissões julgadoras serão veiculados ao público de forma virtual. Nesta edição do concurso não haverá premiação em valores monetários.
 
Roda de conversa
Hoje (20.05), às 17h, acontecerá um encontro virtual, ao vivo no YouTube do MCB, com Miriam Lerner (diretora geral do MCB), Gerson Lessa (coordenador da comissão julgadora de Produtos do 34º Prêmio Design MCB), Teresa Riccetti (coordenadora da comissão julgadora de Trabalhos Escritos do 34º Prêmio Design MCB) e mediação de Meire Assami (gerente do Prêmio Design MCB). A roda de conversa tem como objetivo apresentar o calendário do 34º Prêmio Design MCB e explicar as principais mudanças na realização, incluindo informações sobre: novo formato (online), novo regulamento para inscrições, categorias para concorrência, avaliação do júri, divulgação dos premiados nos meios digitais e muito mais.
 
SERVIÇO INSCRIÇÕES:
34º Prêmio Design MCB
Inscrições: 20 de maio a 04 de agosto pelo site www.mcb.org.br
Taxa de inscrição: R$ 98,00. Desconto de 50% para estudantes e 25% para Amigos do MCB.
Resultado: pelo site www.mcb.org.br
Realização: MCB
 
Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.
 
VISITAÇÃO
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada)
INGRESSOS MCB MAIO – 2021
Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito às terças-feiras.
*Obrigatório o uso de máscara durante toda a visitação.
 
Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727
Acompanhe o Museu da Casa Brasileira também pelas redes sociais.



AI

Webinário no MAC USP aborda processos curatoriais

 

Imagem: Reprodução

Webinário

Curadoria em debate: a pesquisa em museus universitários

20 e 21 de Maio, 14 às 18 horas

 

Este webinário aborda desafios da prática curatorial em museus universitários de diversas tipologias, com a participação de palestrantes do Brasil e do exterior. Trata-se de atividade integrante do Projeto FAPESP “Coletar, identificar, Processar, Difundir. O Ciclo Curatorial e a produção do conhecimento”, que reúne docentes e pesquisadores do Museu de Arte Contemporânea, do Museu de Zoologia, do Museu Paulista, do Museu de Arqueologia e Etnologia e do Instituto de Física – todos da USP – e do Instituto de Artes da Unicamp.

 

Evento gratuito, sem necessidade de inscrição prévia

Transmissão em português - youtube.com/macuspvideos

Programa completo em https//sites.usp.br/ciclocuratorial/

Informações - curadoriaemdebate@gmail.com

 

Programa

20 de Maio

14h - ABERTURA

Ana Magalhães (MAC USP)

 

14h15 -CURADORIA DIGITAL

Corrie Saux Moreau (Cornell University)

Compartilhando o poder das coleções através da digitalização

Dalton Lopes Martins (UnB)

O desafio da memória em tempos de cultura digital: dos objetos digitais às redes semânticas

Bruno Moreschi (FAU USP)

A desmaterialização não está exposta – Arte e tecnologia como parte estruturante (ou desestruturante) de práticas curatoriais

Mediadora: Solange Lima (MP USP)

Debatedora: Ana Carolina Maciel (IA COCEN Unicamp)

 

16h20 - INTERAÇÕES DISCIPLINARES: TECNOLOGIAS DE IDENTIFICAÇÃO

 Cynthia Schwarz (Yale University)

 Patrimônio cultural e colaboração: Conservação na Universidade de Yale

 Carlos Appoloni (UEL)

O Laboratório de Física Nuclear Aplicada e o trabalho com coleções museais

Mediadora: Ana Magalhães (MAC USP)

Debatedora: Márcia Rizzutto (IF USP)

 

21 de Maio


14h - SABERES COMPARTILHÁVEIS, ALTERIDADES E POLÍTICAS CURATORIAIS

 Marília Cury (MAE USP)

 Museologia Crítica, Museologia Social e Museologia Compartilhada na pauta da descolonização

 Gustavo A. Ortiz Serrano (MAC Bogotá)

 A espiral digital, curadoria durante e pós-pandemia

 Maria Dulce Gaspar (MN UFRJ), Cilcair Andrade (Artefato Arqueologia & Patrimônio) e Claudia Vitalino (UNEGRO)

 Ações dialógicas e vivências compartilhadas – o cotidiano da Educação Patrimonial para a legitimação dos espaços de memória

 Mediadora: Maria Isabel Landim (MZ USP)

Debatedor: Camilo de Mello Vasconcellos (MAE USP)

 

16h10 - REPATRIAÇÃO DE ACERVOS E AÇÕES DE REPARAÇÃO

 Rodrigo Christofoletti (UFJF)

 Restituição como reparação histórica: o que vale para um, vale para todos?

 Benoît de L'Estoile (École Normale Supérieure, Paris)

 Restituindo, reivindicando, compartilhando: alguns desafios para museus etnográficos

 Antoine Gournay (Sorbonne Université)

 Obras de arte asiáticas em museus: Tesouros nacionais, mas de quem?

 Mediadora: Helouise Costa (MAC USP)

Debatedor: Paulo César Garcez Marins (MP USP)

 

18h - ENCERRAMENTO

Carlos Roberto F. Brandão (MZ  USP)


AI

MAC USP abre ao público exposição Vídeo_MAC

Imagem: Divulgação


Quando a crise provocada pela pandemia levou ao fechamento do MAC USP para as atividades presenciais, a exposição Vídeo_MAC já estava pronta para ser montada. Museu e curador iniciaram então as conversas para transformar a exposição presencial em uma proposta de exposição virtual que mantivesse o conteúdo e os conceitos da mostra. O resultado pode ser visto no site do MAC USP - www.mac.usp.br.

Agora a exposição poderá ser vista pelo público em visita ao Museu. Com curadoria de Roberto Moreira Cruz, a mostra resgata um momento muito especial na história do Museu, quando entre 1977 e 1978, em um projeto pioneiro para um museu de arte no Brasil, o MAC USP criou um setor de vídeo que funcionou como uma espécie de laboratório onde os artistas puderam experimentar, criar e difundir a videoarte. Os vídeos produzidos por artistas como Regina Silveira, Julio Plaza, Carmela Gross, Gabriel Borba e Donato Ferrari, entre tantos outros, são praticamente inéditos para o grande público e muito pouco conhecidos pelos pesquisadores. Nas palavras do curador, "a exposição é uma oportunidade de lançar luz sobre esses trabalhos e reelaborar a história da videoarte brasileira em seus primeiros anos".

 

A curadoria é resultado de um projeto de pós-doutorado de Roberto desenvolvido no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, sob supervisão de Cristina Freire. O projeto beneficiou-se, não só da pesquisa consolidada por Freire com o acervo de arte conceitual ao longo de décadas, como também da doação da Biblioteca de Walter Zanini ao Museu. 


Vídeo_MAC

Curadoria Roberto Moreira Cruz

8 de maio a 25 de julho

Terça a domingo das 10 às 19 horas (necessário agendamento)

11 2648.0254

Entrada gratuita

Para agendamento - sympla.com.br/visitamacusp

MAC USP - Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera



AI

Museu da Casa Brasileira encerra as comemorações do seu 50º aniversário com programação em homenagem à Waldisa Rússio

A instituição se reúne com o IEB-USP para recontar a influência da personagem sobre a história dos museus brasileiros e da museologia no país

Imagem: Divulgação


Em 2021, as comemorações do aniversário do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, serão marcadas por uma programação realizada em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) que refletirá sobre a história e legado de Waldisa Rússio, uma figura importante para o MCB no decorrer de seus 50 anos que, também, atuou na assistência a diversos museus em âmbito nacional e na viabilização da especialização em Museologia no Brasil.
 
O evento consistirá em uma série de seminários que serão ministrados de 25 a 27 de maio (terça a quinta-feira), com transmissão ao vivo pelo Facebook do IEB, das 14h às 16h; além de uma conferência que será disponibilizada no dia 28 (sexta-feira), às 14h, pelo Facebook do Projeto Waldisa e uma oficina especial que será dirigida pelo Educativo MCB no dia 29 (sábado), das 10h às 12h, via Zoom.
 
Confira a programação:
 
Seminário “Contribuições de Waldisa Rússio para os museus e para a museologia em Homenagem aos 50 anos do MCB” | Mesa redonda: Os museus da SEC/SP – novas atuações e reflexões propostas por Waldisa Rússio e pelo grupo técnico de museus.
Com: Wilton Guerra (Museu da Casa Brasileira), Marcelo Tápia Fernandes (Casa Guilherme de Almeida), Beatriz Augusta Correa da Cruz (Museu de Arte Sacra) e Renata Motta (IDBrasil/ICOM Brasil).
Mediação: Cristina Bruno (MAE-USP).
Dia 25 de maio, terça-feira.
Horário: às 14h (ao vivo).
Transmissão: ao vivo pela página do IEB-USP no Facebook.
Gratuito
 
Seminário “Contribuições de Waldisa Rússio para os museus e para a museologia em Homenagem aos 50 anos do MCB” | Mesa redonda: Formação e pesquisa em museus.
Com: Cristina Bruno (MAE-USP), Heloisa Barbuy (USP) e Priscilla Arigoni (UFOP).
Mediação: Paula Talib Assad (Museu da Cidade).
Dia 26 de maio, quarta-feira.
Horário: às 14h (ao vivo).
Transmissão: ao vivo pela página do IEB-USP no Facebook.
Gratuito
 
Seminário “Contribuições de Waldisa Rússio para os museus e para a museologia em Homenagem aos 50 anos do MCB” | Mesa redonda: Educação e acessibilidade em museus.
Com: Amanda Tojal (Arteinclusão), Pedro Federsoni (Museu do Instituto Adolfo Lutz) e Carlos Barmak (ex-coordenador do Educativo MCB).
Mediação: Viviane Sarraf (IEB-USP).
Dia 27 de maio, quinta-feira.
Horário: às 14h (ao vivo).
Transmissão: ao vivo pela página do IEB-USP no Facebook.
Gratuito
 
Conferência “Pioneirismo de Waldisa na preservação do patrimônio e docência no Brasil” com: Gael de Guichen - ICCROM Rom.
Depoimentos gravados de: Nayte Vitielo (ex-aluna Curso de Especialização em Museologia da FESP-SP e Museóloga do Museu do Instituto Biológico), Fábio Soares (arquiteto que atuou como monitor mirim das Oficinas Infantis e Exposição do Museu da Indústria no Metrô São Bento), Tânia e Miriam Camargo Guarnieri (sobrinhas de Waldisa Rússio).
Dia 28 de maio, sexta-feira.
Horário: às 14h
*Programação gravada. Ficará disponível no perfil.
Assista: página do Projeto Waldisa Rússio no Facebook.
Gratuito
 
Oficina online | Arquiteturas Imaginárias: como você imagina um museu da criança?
Com: Educativo MCB e Sophia Novaes (Projeto Waldisa Rússio – IEB-USP).
Dia 29 de maio, sábado.
Horário: às 10h.
Transmissão: via Zoom, mediante inscrição prévia.
Participantes do Seminário, crianças e pessoas adultas são bem-vindas.
Gratuito
 
INFLUÊNCIA DE WALDISA SOBRE OS MUSEUS E A MUSEOLOGIA
 
Nascida em São Paulo, Waldisa Rússio (1935-1990) formou-se advogada pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), prestou concurso público e passou a integrar o quadro funcional da administração pública do Estado de São Paulo. Nesta esfera, iniciou sua trajetória na área da Cultura.
 
Na então Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo, participou da criação e estruturação do Museu de Arte Sacra (1969), do Museu da Casa Brasileira e Museu da Imagem e do Som (1970) e, da Casa Guilherme de Almeida (1979), essa última por designação de Ernani Silva Bruno. Por meio dessas experiências, estabeleceu contato com profissionais das mais diversas áreas que compõem o trabalho nos museus e prestou assistência para diversos museus no Brasil.
 
Ao final da década de 1970, organizou o Curso de Especialização em Museologia em parceria com o MASP e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo; o primeiro em nível de pós-graduação a ser ministrado no estado e no país. Enquanto coordenadora do curso e diretora do Instituto de Museologia de São Paulo, viabilizou estágios, bolsas de estudo e oportunidades de trabalho para muitos dos alunos.
 
Além da sua atuação como docente e técnica da administração pública, Waldisa foi uma das mais importantes teóricas do campo da Museologia nacional e internacional, sendo a responsável pela conceituação do Fato Museal e da defesa por museus mais democráticos.
 
ERNANI SILVA BRUNO
 
Entre os assuntos abordados durante as comemorações à véspera do 51º aniversário do MCB, está a criação do MCB, que teve Ernani Silva Bruno (1912 – 1986) como seu primeiro diretor, nomeado em novembro de 1970. Além de ser o responsável pela atual denominação da instituição, entre os anos de 1971 e 1979 concebeu e desenvolveu o “Fichário do Equipamento da Casa Brasileira” ou como ficou conhecido, Arquivo Ernani Silva Bruno. O arquivo homônimo é um acervo imaterial único e de alta relevância para a compreensão da materialidade da casa brasileira que pode ser adquirido fisicamente e encontrado pelo site do MCB. Composto por cerca de 28.900 fichas divididas em 24 assuntos (Abastecimento de água; Alimentação; Brinquedos; Construção: materiais e técnicas; Costumes domésticos; entre outros), percorre os quatro séculos (1500 a 1912) de história do Brasil, referenciando fontes como: cronistas, viajantes, inventários e testamentos, além de literatura nacional.
 
 
Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.

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