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Exposição no MCB e livro celebram de forma inédita a obra do designer e arquiteto Bernardo Figueiredo

A produção de mobiliário moderno, incluindo peças para projeto original do Itamaraty em Brasília, prédios projetados no Rio desde os anos 1960, stands de feiras internacionais e o pioneirismo nos shoppings centers marcam a atuação do profissional

 

Cadeira dos Arcos, de Bernardo Figueiredo, criada para o Pálacio do Itamaraty, em Brasília | Arquivo Bernardo Figueiredo

Visitação de 17 de julho a 12 de dezembro de 2021

 
A trajetória profissional de Bernardo Figueiredo é revista em exposição no Museu da Casa Brasileira – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – e em livro publicado pela Editora Olhares a partir de 17 de julho, com o título “Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro”. Curadoras da mostra e autoras do livro, Maria Cecília Loschiavo dos Santos, professora titular de Design da FAUUSP, Amanda Beatriz Palma de Carvalho, doutora em design, e Karen Matsuda, mestre em Design, ambas pela mesma instituição, tiveram o Acervo Bernardo Figueiredo como ponto de partida para a pesquisa.
 
“A produção de Figueiredo está situada no cruzamento da arquitetura, urbanismo, design de mobiliário, design de interiores, cultura e suas inter-relações transdisciplinares. O que motivou estes cruzamentos? Bernardo foi um homem de pensamento aberto e sua identidade profissional sempre esteve imbricada com as condições culturais e sociais do Rio de Janeiro de seu tempo. Ele se envolveu em diferentes experiências profissionais e humanas, sempre com uma atitude aberta e positiva, expandindo suas práticas criativas em direções interdisciplinares e em constante fluxo no Brasil e no exterior”, diz Maria Cecilia Loschiavo.
 
Dividida entre o hall de entrada e as três salas principais do MCB, a mostra traz uma linha do tempo com datas e eventos importantes: desenhos, fotos de suas criações de design de móveis e arquitetura, além do vídeo Fabricando a Poltrona Milhazes, que apresenta a fabricação desta peça na fábrica da Schuster, em Santo Cristo, RS. Haverá também desenhos originais de projetos urbanísticos criados por Figueiredo para a cidade de Porto Seguro, na Bahia.
 
Uma das salas contará com 11 peças produzidas nos anos 1960 que fazem parte do Acervo Bernardo Figueiredo, além de fotos de ambientações dessa época, incluindo imagens da residência de Bernardo. A exibição de um vídeo com trechos do filme "Garota de Ipanema" de Leon Hirzman, 1967, apresenta a segunda residência de Bernardo, que foi uma das principais locações do filme.
 
A Poltrona Carioca, desenvolvida para ser montada em um programa de TV da época, estará desmontada e aplicada em uma das paredes mostrando cada uma das partes que a compõem. Os visitantes ainda poderão conferir fotos do Porão da loja Chica da Silva, que pertenceu à figurinista Kalma Murtinho, pioneira no comércio de artesanato brasileiro no Rio de Janeiro.  O local era ponto de encontro de intelectuais cariocas e comercializou moveis de Bernardo durante vários anos.
 
Outra sala será dedicada ao Palácio do Itamaraty, que abriga o Ministerio das Relações Exteriores, em Brasília. Móveis originais como a Cadeira dos Arcos e a Poltrona Rio irão dividir espaço com as reedições produzidas pela Schuster como a Cadeira Bahia e a Poltrona Leve. Essas peças fazem parte do projeto do Palácio. A sala conta ainda com reedições sofás Conversadeira, que  poderão ser utilizados pelos visitantes e com o vídeo Palácio dos Arcos, criado por Angela Figueiredo com fotos e imagens de 1967 e 2017.
 
 Em um terceiro espaco serão apresentadas peças reeditadas pela fábrica gaúcha Schuster Móveis que, desde 2011, produz os móveis de Bernardo. O público visitante poderá experimentar o mobiliário.
 
"Relançar os móveis do Bernardo significa manter vivo o legado e a própria história do mobiliário nacional. Suas dificuldades, necessidades e propostas de solução. Tudo isso sempre apresentado uma brasilidade típica junto à discussão do jeito de ser e morar do brasileiro e suas relações com a natureza e sua filosofia própria", comenta Wilson Schuster, diretor da empresa gaúcha.
 
Sobre Bernardo Figueiredo
Formado em 1957 pela Faculdade Nacional de Arquitetura (atual FAUUFRJ), o carioca Bernardo Figueiredo (1934-2012) iniciou sua carreira projetando edifícios, explorando o universo do design de móveis e da arquitetura de interiores. Ao longo de sua carreira, ele traçou projetos urbanísticos, desenhou estandes para feiras nacionais e internacionais, projetos gráficos e empreendimentos comerciais, sendo pioneiro na criação de shoppings centers no país, como o Barra Shopping, inaugurado em 1981 no Rio de Janeiro.
 
A carreira de Bernardo esteve fortemente ligada ao Rio de Janeiro nas décadas de 1960/70, sobretudo a Ipanema, bairro onde nasceu e viveu e que se tornou um dos epicentros da cultura brasileira no periodo.
 
“Bernardo, assim como seus contemporâneos, refletiu sobre a materialidade, oferecendo projetos ousados, que visitavam diversas frentes, sem deixar de lado a real funcionalidade de cada um deles, para o seu público-alvo”, explica Karen Matsuda.
 
Bernardo trabalhou na loja Oca, onde teve a oportunidade de conviver diretamente com Sergio Rodrigues e Inge Dodel. Sobre essas experiências, dizia: “Inge me disciplinou, Sérgio me permitiu a intimidade com o móvel e Tenreiro me aguçou o estilo”.
 
Teve participação marcante na concepção do projeto de arquitetura de interiores do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, em 1967. Ele foi convidado a mobiliar as principais salas do palácio e conviveu, na ocasião, com nomes do modernismo como: Oscar Niemeyer, Burle Marx, Athos Bulcão, Bruno Giorgi e, novamente, Sergio Rodrigues e Joaquim Tenreiro, também chamados para participar do projeto.
 
“O móvel brasileiro existe quando atende às condições próprias da nossa gente. É essa exatamente minha preocupação ao criar um modelo. Proporcionar através do conforto, plástica, materiais e autenticidade, o encontro daquilo que é acima de tudo útil para quem o procure. É uma questão de identidade”, dizia Bernardo Figueiredo.
 
A constante movimentação de Bernardo e sua busca por um modo de vida mais perto da natureza o levaram a se mudar para Porto Seguro, na Bahia. Lá, quis contribuir para algumas soluções para a população local encabeçando pequenos edifícios e projetos urbanos, além de se dedicar a preservar a riqueza natural e cultural da cidade histórica.
 
"Desde sua chegada em Porto Seguro, Bernardo lutou para que a cidade preservasse toda a natureza e vegetação ao redor. Em 1984, quando soube que usinas de álcool seriam implantadas na região, chegou a criar e liderar um grupo em defesa da cidade", contam as autoras Maria Cecília, Amanda Carvalho e Karen Matsuda.
 
“Bernardo teve uma carreira abrangente e múltipla, e suas criações permanecem e demonstram a validade formal e o rigor das respostas de projeto que ele soube dar às mais variadas demandas com as quais se defrontou”, segundo Maria Cecília Loschiavo.
 
 
Sobre o livro
O livro é um importante registro que amplia o conhecimento dos campos de arquitetura e design no Brasil na segunda metade do século XX ao destrinchar o pensamento de um profissional multidisciplinar, que se formou no auge do período moderno e atuou com pioneirismo e sucesso em diversas tipologias. Além dos textos das autoras e de apresentação de Angela Figueiredo e Adriana Figueiredo, a publicação conta com prefácios do MCB e do diplomata Heitor Granafei, que coordenou uma grande pesquisa sobre o mobiliário original do Palácio dos Arcos, além de ensaio fotográfico de André Nazareth.
 
Título: Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro
Publicação: Editora Olhares
Organização: Maria Cecilia Loschiavo dos Santos
Autoras: Amanda Beatriz Palma de Carvalho, Karen Matsuda, Maria Cecilia Loschiavo dos Santos
Ensaio fotográfico: Andre Nazareth
Prefácios: Heitor Ganafei, MCB
Coordenação do projeto: Angela Figueiredo
Patrocínio: Móveis Schuster
Formato 21x28cm, capa dura
Número de páginas: 176
Tiragem: 2.000
Edição bilíngue / versão em inglês: Adriana Figueiredo, Mark Farnen e Emily Cavelier
Preço de capa: R$ 139
 
 
SERVIÇO:
Exposição Bernardo Figueiredo: designer e arquiteto brasileiro
Visitação a partir de 17 de julho, sábado, às 10h, até 12 de dezembro de 2021.
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada) | Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito às terças-feiras.
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local
 
Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727
SITE: mcb.org.br/
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AI

Em parceria inédita, MAM São Paulo e MAC USP exibem, simultaneamente, exposição ‘Zona da Mata’


Com curadoria de Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC USP, e Cauê Alves, do MAM, exposição reúne obras de artistas como Claudia Andujar, Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno

 

Imagem: Divulgação

 

A partir de 19 de junho, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP exibem, em parceria inédita, a exposição Zona da Mata. Com curadoria conjunta assinada por Ana Magalhães e Marta Bogéa, do MAC, e por Cauê Alves, do MAM, a mostra adota o termo Zona da Mata como metáfora simbólica, não apenas no sentido da geografia física, lança luz às problemáticas latentes do Brasil atual e das relações entre cultura e natureza.

“Diante do Brasil em febril convulsão, violentamente retrógrado, Zona da Mata é hoje todo o país. Alinhados ao desafio mundial, precisamos mais do que nunca nos reposicionarmos frente ao nosso pacto de país e sociedade, a começar por reconhecer saberes ancestrais que não soubemos acalentar, sem aprisioná-los em um passado histórico, mas como parte fundamental de nosso desejável presente”, afirma o trio no texto curatorial da mostra.

 

No MAC USP, a mostra será exibida em uma única montagem, com trabalhos de Brasil Arquitetura (Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci); Claudia Andujar; Fernando Limberger; Gabriela Albergaria; Gustavo Utrabo; Guto Lacaz; Jaime Lauriano; Julio Plaza; Leandro Lima, Gisela Motta e Claudia Andujar; Marcius Galan, Paulo Nazareth e Rodrigo Bueno. Já no MAM, Zona da Mata será exibida em dois momentos, com montagens de artistas diferentes. De 19 de junho a 17 de outubro, a Sala de Vidro do MAM recebe obras de Marcius Galan, Guto Lacaz Gustavo Utrabo; e de 23 de outubro a 6 de março de 2022, será apresentada, no mesmo espaço, trabalho do artista Rodrigo Bueno feito especialmente para o local.

 

“A parceria entre o MAM e MAC USP é fundamental, há uma ligação histórica entre essas duas instituições que integram o eixo cultural do Ibirapuera. É essencial somarmos esforços, nos reposicionarmos a partir de parcerias e refletirmos sobre o modo como arte e arquitetura abordam a transformação da paisagem e seus vínculos com questões socioambientais”, diz Cauê Alves, curador-chefe do MAM São Paulo.

 

Ana Magalhães, diretora do MAC USP, lembra que "esta é a segunda parceria com projetos de exposições que o MAC USP realiza com o MAM. O estreitamento dos laços entre as duas instituições, sobretudo com a exposição Zona da Mata, vem de um desejo, pelo menos por parte do MAC USP, em reconhecer-se dentro do circuito artístico-cultural do Ibirapuera".

 


Conversa sobre a mostra


No dia 12 de junho, às 11h, acontece uma live sobre a exposição com Cauê Alves, Marta Bogéa e Fernando Limberger, nos canais do YouTube de ambas as instituições (
www.youtube.com/MAMoficial e www.youtube.com/MACUSPVIDEOS). A transmissão contará com intérprete de libras.

Visitação presencial

 

O MAM São Paulo segue um rigoroso protocolo de saúde e higiene implementado em colaboração com a equipe da Consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein, além de adotar medidas de proteção estabelecidas pelos órgãos brasileiros de Saúde Pública. O MAC USP segue os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias e acompanhados pela Universidade de São Paulo. No MAM, os ingressos serão disponibilizados apenas online (https://www.mam.org.br/ingresso) e as visitas ocorrerão com hora marcada. No MAC USP a visita é gratuita mas precisa ser agendada em http://sympla.com.br/visitamacusp. Nos dois museus, o número de pessoas por sala é limitado, o uso de máscara é obrigatório e dispositivos de álcool em gel estão distribuídos em pontos estratégicos.



Sobre o MAM São Paulo


Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de São Paulo é uma sociedade civil de interesse público, sem fins lucrativos. Sua coleção conta com mais de 5 mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contemporânea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposições privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produção artística mundial e a diversidade de interesses das sociedades contemporâneas.

O Museu mantém uma ampla grade de atividades que inclui cursos, seminários, palestras, performances, espetáculos musicais, sessões de vídeo e práticas artísticas. O conteúdo das exposições e das atividades é acessível a todos os públicos por meio de áudio-guias, vídeo-guias e tradução para a língua brasileira de sinais. O acervo de livros, periódicos, documentos e material audiovisual é formado por 65 mil títulos. O intercâmbio com bibliotecas de museus de vários países mantém o acervo vivo.


Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante área verde de São Paulo, o edifício do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, além das salas de exposição, com ateliê, biblioteca, auditório e restaurante. Os espaços do Museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx para abrigar obras da coleção. Todas as dependências são acessíveis a visitantes com necessidades especiais.

 

 

Sobre o MAC USP

O MAC USP foi criado em 1963, quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade.

Realizando intenso trabalho para preservar, estudar e exibir o acervo, o MAC USP atua como um dos principais centros no hemisfério sul a colecionar, estudar e exibir trabalhos ligados às várias vertentes da arte conceitual, às novas tecnologias e obras que problematizam a tradição moderna. Ciente de seu papel como polo formador de novos profissionais nas áreas de teoria, história e crítica de arte, além daquelas conectadas aos universos da museologia e da museografia, o MAC USP é reconhecido como um importante centro em todas essas áreas, assim como naquelas ligadas à educação pela arte.

Instalado em um complexo arquitetônico criado nos anos 1950 pelo arquiteto Oscar Niemeyer e equipe, o MAC USP possui um acervo de cerca de 10 mil obras, entre pinturas, gravuras, tridimensionais, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações. É considerado um centro de referência de arte moderna e contemporânea, brasileira e internacional, mantendo à disposição de estudantes, especialistas e do público em geral uma biblioteca e um importante arquivo documental.


Serviço:

Local: MAM São Paulo
Endereço: Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº - Portões 1 e 3)
Horários: terça à domingo, das 12h às 18h

Telefone: (11) 5085-1300

Agendamento prévio: www.mam.org.br/ingresso

https://mam.org.br/
www.instagram.com/MAMoficial
www.twitter.com/MAMoficial
www.facebook.com/MAMoficial
www.youtube.com/MAMoficial 


AI

MAC USP abre ao público exposição Vídeo_MAC

Imagem: Divulgação


Quando a crise provocada pela pandemia levou ao fechamento do MAC USP para as atividades presenciais, a exposição Vídeo_MAC já estava pronta para ser montada. Museu e curador iniciaram então as conversas para transformar a exposição presencial em uma proposta de exposição virtual que mantivesse o conteúdo e os conceitos da mostra. O resultado pode ser visto no site do MAC USP - www.mac.usp.br.

Agora a exposição poderá ser vista pelo público em visita ao Museu. Com curadoria de Roberto Moreira Cruz, a mostra resgata um momento muito especial na história do Museu, quando entre 1977 e 1978, em um projeto pioneiro para um museu de arte no Brasil, o MAC USP criou um setor de vídeo que funcionou como uma espécie de laboratório onde os artistas puderam experimentar, criar e difundir a videoarte. Os vídeos produzidos por artistas como Regina Silveira, Julio Plaza, Carmela Gross, Gabriel Borba e Donato Ferrari, entre tantos outros, são praticamente inéditos para o grande público e muito pouco conhecidos pelos pesquisadores. Nas palavras do curador, "a exposição é uma oportunidade de lançar luz sobre esses trabalhos e reelaborar a história da videoarte brasileira em seus primeiros anos".

 

A curadoria é resultado de um projeto de pós-doutorado de Roberto desenvolvido no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte, sob supervisão de Cristina Freire. O projeto beneficiou-se, não só da pesquisa consolidada por Freire com o acervo de arte conceitual ao longo de décadas, como também da doação da Biblioteca de Walter Zanini ao Museu. 


Vídeo_MAC

Curadoria Roberto Moreira Cruz

8 de maio a 25 de julho

Terça a domingo das 10 às 19 horas (necessário agendamento)

11 2648.0254

Entrada gratuita

Para agendamento - sympla.com.br/visitamacusp

MAC USP - Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera



AI

JAPAN HOUSE SÃO PAULO prorroga exposição DÕ: O CAMINHO DE SHOKO KANAZAWA

Olá queridos, tudo bem com vocês? Estavam com saudades das novidades por aqui??  Pois é, estamos de volta! Após alguns dias de descanso mas com algumas repostagens em nossas redes, voltamos. Em razão da pandemia, vários eventos cancelados mas seguimos trazendo novidades de acordo com o que pode ser realizado durante esse período.
Reiniciamos com a exposição de Shoko Kanazawa realizada no Japan House São Paulo que foi prorrogada. Espero que gostem! Protejam-se! Beijos...

Exposição DŌ: o caminho de Shoko Kanazawa’  | Foto: Divulgação


Sucesso da mostra que apresenta a manifestação milenar da caligrafia leva a instituição a prorrogar a exposição até 25 de abril. Junto a ela, a programação online completa o tema com atividades como um debate entre mulheres sobre como a caligrafia japonesa influencia a arte contemporânea, no dia 10 de março

O sucesso da mostra que apresenta ao público a arte do Shodō, a caligrafia, fez com que a Japan House São Paulo prorrogasse   a data de encerramento da exposição DŌ: o caminho de Shoko Kanazawa para 25 de abril. A manifestação poética e filosófica extremamente conhecida e popular no Japão, é destaque na mostra onde estão exibidas obras da artista Shoko Kanazawa, que utiliza técnicas e saberes milenares e os atualiza, trazendo seus conceitos para a contemporaneidade. 

Shoko Kanazawa | Foto: Divulgação

Junto à exposição, a programação online mantém atividades sobre o tema, como a palestra a ser realizada no dia 10 de março, às 19h, em “Caligrafia japonesa – entre mulheres” com o intuito de promover a escrita da língua japonesa. Nela, a mediadora do debate Michiko Okano, professora da UNIFESP, junto às convidadas Neide Hissae Nagae, professora da Universidade de São Paulo, e a artista nipo-brasileira, Catarina Gushiken, debatem o papel das mulheres no desenvolvimento de um dos sistemas de escrita da língua japonesa por meio da literatura do período Heian (794-1185), e como a caligrafia japonesa influencia a arte contemporânea. 

Expostas no térreo da sede da instituição, na Avenida Paulista, 52, as obras de Shoko desvendam e retratam a filosofia do Shodō (書道) que significa, em japonês, o caminho da escrita, em que Shō exprime o ato de representar letras e palavras com métodos e formas variadas. Este trabalho visa dar vazão às emoções através da escrita e é uma arte e disciplina ensinada às crianças japonesas durante a educação primária. É praticada tanto com caracteres ideogramáticos – kanji – quanto com os fonéticos – hiragana e katakana. Conhecida por exigir alta precisão do calígrafo, cada caractere dos kanji deve ser escrito segundo uma ordem de traços específica, aumentando dessa forma a disciplina necessária daqueles que praticam esta arte. A liberdade de cada artista nesse gestual e interpretação é o que determina o estilo individual. 

Sobre Shoko Kanazawa 
Nascida em Tóquio no ano de 1985, Shoko Kanazawa começou a estudar caligrafia aos 5 anos, com sua mãe, que lecionava Shodo para crianças. Ao longo do tempo, foi se destacando e sua produção ganhou notoriedade. Seu domínio das variações mais sutis da linha, das noções de composição e posicionamento das formas e também do uso da tinta, com suas saturações são notáveis. Em 2005, Shoko Kanazawa realizou sua primeira exposição individual, aos 20 anos, chamada "The World of Caligraphy", marco de sua produção, sendo de grande importância para a divulgação de seu trabalho por todo Japão. Desde então, exibiu suas obras em templos japoneses muito conhecidos, como Kenchōji (Kamakura), Kenninji (Quioto) e Tōdaiji (Nara). Internacionalmente, já expôs em países como Estados Unidos (The Nippon Gallery, Nova York), República Tcheca e Singapura. Além disso, foi uma das convidadas para realizar um dos posters para a próxima Olimpíada, em Tóquio, e, em 2015, apresentou um discurso na sede da ONU em ocasião do Dia Internacional da Síndrome de Down. 

‘DŌ: O caminho de Shoko Kanazawa 
02 de fevereiro a 25 de abril 
Piso Térreo 
Entrada gratuita 
Reserva online antecipada (opcional): https://agendamento.japanhousesp.com.br/ 

Caligrafia japonesa – entre mulheres 
Quando: 10 de março - Quarta-feira, às 19h  
Aonde: Youtube: www.youtube.com/japanhousesaopaulo  

Exposição DŌ: o caminho de Shoko Kanazawa’  | Foto: Divulgação

Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52 
Horário de funcionamento:  Terça-feira a Domingo, das 11h às 17h 
Entrada gratuita 

※Devido ao coronavírus, estamos funcionando com capacidade reduzida. Para mais informações, acesse o site da Japan House São Paulo. 

Confira as mídias sociais da Japan House São Paulo: 
Site: www.japanhouse.jp/saopaulo
Instagram: @japanhousesp  
Twitter: //twitter.com/japanhousesp  
Youtube: www.youtube.com/japanhousesaopaulo  
Facebook: https://www.facebook.com/JapanHouseSP   


AI

Museu da Casa Brasileira prorroga exposições temporárias

 Em 2021, o público terá mais tempo para visitar as mostras “Casas do Brasil: conexões paulistanas”, “Urbanismo Ecológico 2020” e “Campos de Altitude”

 

Com previsão de encerramento em 10, 17 e 24 de janeiro, respectivamente, as mostras temporárias em cartaz no Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, são prorrogadas. Acompanhe a programação abaixo e visite o site do MCB para planejar uma visita segura.
 

Foto: Divulgação MCB | Alisson Ricardo

Casas do Brasil: conexões paulistanas
Nova data de encerramento: 02 de maio de 2021
A mostra apresenta a diversidade do território paulistano a partir de tramas constituídas por trípticos de imagens de interiores e exteriores realizadas em diferentes pontos da cidade por Marcos Freire, com curadoria de Didiana Prata.
‘Casas do Brasil: conexões paulistanas’ traz o recorte de um acervo de mais de 20.000 fotos, feitas em 94 dos 96 subdistritos da capital paulista e em alguns municípios da região metropolitana. A exposição lança um olhar singular sobre os signos e a materialidade de moradas paulistanas em seus arredores, fachadas e interiores. A mostra foi contemplada e realizada por meio do ProAC edital 10-2019 – Exposições inéditas de artes visuais.

Foto: Divulgação MCB | Alisson Ricardo

 
Campos de Altitude
Nova data de encerramento: 18 de abril de 2021
Em “Campos de Altitude” Kitty Paranaguá apresenta um conjunto de fotografias em que registra a projeção de imagens das paisagens externas do Rio de Janeiro sobre interiores e moradores de 13 casas cariocas.
 
Foto: Divulgação MCB | Alisson Ricardo

Urbanismo Ecológico
Nova data de encerramento: 02 de maio de 2021
A exposição, realizada em parceria com a Universidade de Harvard, conta com maquetes, desenhos, publicações e textos acerca dos temas “urbanismo” e “ecologia”, inserindo-os de maneira crítica e interativa no contexto cultural, ambiental e político das cidades brasileiras. A mostra conta com uma série de debates sobre o tema, disponíveis no canal do MCB no Youtube.
 
 
VISITAÇÃO
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada) |  Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito aos finais de semana e feriados
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local
 
O Museu da Casa Brasileira continua realizando atividades virtuais. Fique atento a novidades pelas redes sociais.
Instagram | Facebook | Twitter | Youtube
 
 
Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se, há 50 anos, à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.
 
SITE: 
mcb.org.br/
Museu da Casa Brasileira | Av. Faria Lima, 2705 | Tel.: (11) 3032-3727


 
AI

MCB e Universidade de Harvard abrem a exposição ‘Urbanismo Ecológico 2020’

A nova mostra apresenta maquetes, desenhos inéditos e contará com programação virtual

Visitação até 17 de janeiro de 2021

Divulgação MCB

O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, abriu em parceria com a Universidade de Harvard, a exposição ‘Urbanismo Ecológico 2020’ que celebra o lançamento do livro ‘Urbanismo Ecológico na América Latina’ que aconteceu em março e apresenta uma síntese da publicação, destacando propostas da cidade de São Paulo, Colômbia e Cidade do México, dentre outras.

A nova exposição conta com maquetes e desenhos inéditos que exploram seu conteúdo, ampliando seu alcance a audiências diversas, inserindo-o de maneira crítica e interativa no contexto cultural, ambiental e político das cidades brasileiras.

A iniciativa da Faculdade de Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade de Harvard tenta evidenciar métodos imaginativos e práticos para abordar as mudanças climáticas e a susten­tabilidade no entorno urbano, entendendo a ecologia como um projeto ético e político que abarca o meio ambiente, não apenas como realidade física, mas também sob o aspecto das relações sociais e da subjetividade humana.

Em 2014 foi publicado em espanhol e português o primeiro volume de ‘Urbanismo ecológico’, uma compilação dos textos surgidos dessa linha de pesquisa e ação urbanística. O surgimento daquele volume acarretou uma série de encontros e debates em diversos países da América Latina e o conjunto de ensaios e obras estão reunidos em Urbanismo ecológico na América Latina.

Este novo volume foi editado por Mohsen Mostafavi, Gareth Doherty, Marina Correia, Ana María Durán Calisto e Luis Valenzuela. A publicação ainda apresenta a realidade complexa e poliédrica da América Latina com base em sete eixos temáti­cos – antecipar, colaborar, sentir, incluir, mobilizar, curar, adaptar –, dialo­gam com a publicação original, explorando novas interpretações.

Além da exposição, haverá uma programação virtual especial sobre assuntos acerca do tema Urbanismo Ecológico e os projetos apresentados na exposição, com a participação de Nelson Brissac, Shundi Iwamizu e Marina Correia, dentre outros. Os bate-papos acontecerão com a missão de difundir os conteúdos apresentados de forma interativa e atual, para o público ao longo da duração da exposição.  
 
A curadoria, arquitetura e comunicação visual da exposição é de Marina Correia e Fabiana Araújo, arquitetas graduadas na Faculdade de Pós-Graduação em Arquitetura da Universidade Harvard.
 
Sobre o MCB
O Museu da Casa Brasileira, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, dedica-se, há 50 anos, à preservação e difusão da cultura material da casa brasileira, sendo o único museu do país especializado em arquitetura e design. A programação do MCB contempla exposições temporárias e de longa duração, com uma agenda que possui também atividades do serviço educativo, debates, palestras e publicações contextualizando a vocação do museu para a formação de um pensamento crítico em temas como arquitetura, urbanismo, habitação, economia criativa, mobilidade urbana e sustentabilidade. Dentre suas inúmeras iniciativas destacam-se o Prêmio Design MCB, principal premiação do segmento no país realizada desde 1986; e o projeto Casas do Brasil, de resgate e preservação da memória sobre a rica diversidade do morar no país.
 
VISITAÇÃO
De terça a domingo, das 10h00 às 18h00
Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50 (meia-entrada)
Crianças até 10 anos e maiores de 60 anos são isentos | Pessoas com deficiência e seu acompanhante pagam meia-entrada
Gratuito aos finais de semana e feriados
Acessibilidade no local
Bicicletário com 40 vagas | Estacionamento pago no local
O Museu da Casa Brasileira continua realizando atividades virtuais pela campanha #MCBEmCasa. Fique atento a novidades pelas redes sociais.

Museu da Casa Brasileira
Av. Brig. Faria Lima, 2705 – Jardim Paulistano, São Paulo
Tel.: (11) 3032-3727


AI

MIS reabre nesta sexta com a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen

Reabertura, que acontece a partir do dia 16 de outubro, segue todos os protocolos de saúde e segurança definidos pelas autoridades para que o público visite o MIS com segurança

John Lennon em NY por Bob Gruen\Foto: Cinthia Bueno MIS


O Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, reabre as portas ao público na próxima sexta-feira, 16 de outubro, com a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, inaugurada em 13 de março de 2020 – e suspensa temporariamente desde 17 de março, devido à pandemia da Covid-19. Os visitantes novamente têm a oportunidade de conhecer mais de perto a vida do astro, por meio de imagens e expografia que remetem a seus últimos anos na cidade de Nova York. 

John Lennon em Nova York por Bob Gruen - Foto Crédito: Bob Gruen


Neste primeiro momento a exposição fica aberta de sexta a domingo, em horário reduzido e com capacidade de 60%, em conformidade com as orientações sanitárias visando o bem-estar do público. Para acessar a exposição os visitantes terão a temperatura aferida na entrada, utilizar máscaras de proteção (obrigatório), manter distância de dois metros entre as pessoas, respeitar a capacidade máxima de cada sala e ter atenção às lixeiras específicas para descarte de máscaras e lenços. A venda de ingressos será somente online, pelo site e aplicativo da Sympla. Além destas orientações, o MIS reabre seguindo todos os protocolos de saúde e segurança definidos pelas autoridades. 

Durante este período de horário reduzido as sextas-feiras terão entrada gratuita. Seguindo as orientações, mesmo gratuitos, os ingressos devem ser reservados antecipadamente na Sympla. Aos sábados e domingos, os valores seguem os mesmos: R$ 20 (inteira) e R$10 (meia entrada). A loja do Museu, onde o público encontra o catálogo da exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen, permanece aberta nos mesmos horários do Museu e também seguindo todos os protocolos sanitários.

John Lennon em Nova York por Bob Gruen\Foto Crédito: Bob Gruen

“Todas as medidas adotadas seguem as orientações e exigências do Plano São Paulo, do Governo do Estado. Queremos que o público retome suas atividades culturais com saúde e segurança. As atividades do #MISemCASA, programação virtual, com conteúdo exclusivos, no canal da instituição no YouTube,  além de diversas opções de cursos online, seguem regularmente”, explica Marcos Mendonça, diretor geral do MIS.

O MIS conta com patrocínio máster de Youse, patrocínio de Kapitalo Investimentos, Denso e Cielo, e apoio institucional de TozziniFreire Advogados.

 

Sobre a exposição John Lennon em Nova York por Bob Gruen


Pouco tempo após John Lennon se mudar para Nova York em 1971, Bob Gruen se tornou fotógrafo e amigo pessoal de John e Yoko Ono. Gruen registrou não apenas sua vida profissional junto a Yoko, mas também vários de seus momentos íntimos. As imagens de Gruen mostram Lennon como estrela do rock, artista solo em Nova York após sua saída dos Beatles e ferrenho defensor dos direitos humanos. Outro enfoque da mostra apresenta fotografias comoventes de John e Yoko e com seu filho, Sean. Entre as fotos, estão as imagens icônicas de Lennon vestindo uma camiseta da cidade de Nova York, e de pé, em frente à Estátua da Liberdade, fazendo o sinal de paz – duas das imagens mais populares do músico. 

John Lennon em Nova York por Bob Gruen ocupa os dois andares do Museu e revela, por meio de mais de 130 imagens selecionadas pelo próprio Bob Gruen, a vida do ex-Beatle. Além das 130 imagens, a mostra também apresenta uma seleção inédita de 40 fotos vintage que serão expostas em ampliações originais feitas pelo fotógrafo. Durante o percurso da exposição os visitantes acompanham uma trilha sonora com sucessos de Lennon, entre as músicas estão Power to the People e Whatever Gets You Thru the Night. O público também pode conferir uma linha do tempo que vai da chegada de John e Yoko em Nova York, em 1971, quando se instalaram no bairro de Greenwich Village, ao dia 8 de dezembro de 1980, quando John Lennon foi assassinado, na entrada do edifício Dakota.

Dividida em sete áreas e apresentada em ordem cronológica, a exposição do MIS conta com curadoria do jornalista Ricardo Alexandre. Entre as áreas estão: New York City (primeira época de John e Yoko em Nova York, esta é a fase de maior atividade política e é marcada pelos problemas com a imigração); Lost Weekend (período entre 1973 e 1975, em que John e Yoko ficaram separados, nesta área estão algumas das fotos mais famosas de Bob Gruen); e Dono de casa (Yoko fica grávida e Lennon se retira da vida pública para “cuidar da casa, da mulher e dos filhos”, parte das fotos mais íntimas e exclusivas está nesta seção.

“A exposição é uma jornada reveladora e inédita através daquele período. As imagens, selecionadas pelo próprio Bob Gruen, contam uma história surpreendente e emocionante, expandida por rico material informativo, capítulo a capítulo, acorde a acorde, luta a luta”, resume Ricardo Alexandre. “John Lennon em Nova York por Bob Gruen obedece às guinadas que o próprio Lennon empreendeu em sua vida e carreira, do ativismo político aos excessos de seu ‘Fim de semana perdido’, do período sabático de cinco anos ao retorno à música e dali para sua morte, que ainda soa dolorida e incompreensível quarenta anos depois. O olhar íntimo e o acesso total de Bob Gruen levam o visitante a momentos históricos e também a lugares onde ninguém mais esteve. Uma oportunidade única de mergulhar na cabeça e no coração deste britânico que escolheu Nova York como sua casa e fonte de inspiração”, completa. 

A cenografia é assinada pela Caselúdico, parceira do MIS em projetos anteriores como O mundo de Tim Burton (2016) e Musicais no cinema (2019), e propõe uma imersão na cidade de Nova York nos anos 1970. Entre as áreas criadas para a exposição do MIS, o público pode conferir o Central Park (recriado no Espaço Redondo, o parque era um dos lugares de Lennon na cidade) e a sala Bob’s Records, uma área que é um tributo à carreira do Bob Gruen. Criado exclusivamente para a exposição no Brasil, um mapa destaca os pontos favoritos de John Lennon em Nova York, dos estúdios em que gravou os discos na cidade até seu hambúrguer favorito.

John Lennon em Nova York por Bob Gruen foi exibida em mais de 30 cidades ao redor do mundo, como Nova York e Buenos Aires, e foi vista por mais de três milhões de pessoas. 


John Lennon, por Bob Gruen
“Conheci John e Yoko no início de 1971, pouco depois de eles se mudarem para Nova York. Eles moravam em um apartamento bem próximo ao meu. Na primeira vez que nos encontramos, descobrimos que compartilhávamos o mesmo senso de humor, eles gostaram de mim e das minhas fotos e me pediram para eu manter contato e tirar fotos sempre que pudesse. Ao longo dos anos, construímos uma estreita amizade, que mantenho com Yoko até hoje. Tive a oportunidade de fotografar seus momentos em público, assim como muitos momentos pessoais e íntimos.

Sempre achava divertido visitar John e Yoko. John era uma pessoa muito engraçada, sempre fazendo todos ao seu redor rir. Ele também era muito inteligente e perspicaz, por isso eu aprendia ao mesmo tempo em que ria.

No início dos anos 1970, frequentávamos muitas festas, mas, já em meados dessa década, John parou de beber e, depois que seu filho Sean nasceu, passou a levar uma vida mais responsável. Em 1980, ele voltou à cena pública, quando gravou um novo álbum e planejava uma turnê internacional. Sua morte foi um choque para o mundo inteiro. Levei muitos anos para me adaptar à perda dele.”

Sobre Bob Gruen
Bob Gruen (Nova York, 1945), é um dos fotógrafos mais respeitados e conhecidos do rock and roll. Ele registrou a cena musical durante mais de quarenta anos, em fotografias que ganharam reconhecimento mundial. Começou a fotografar estrelas do rock no final dos anos 1960 e atuou como fotógrafo pessoal de John Lennon durante o tempo em que o ex-Beatle viveu em Nova York. Como fotógrafo-chefe da RockScene Magazine nos anos 1970, Bob se especializou em cenas de bastidores. Ele partiu em longas turnês com as maiores lendas do rock, como Led Zeppelin, The Who, David Bowie, Tina Turner, Elton John, Aerosmith, Kiss e Alice Cooper, além de bandas emergentes do punk e da new wave, entre as quais New York Dolls, Sex Pistols, Clash, Ramones, Patti Smith Group e Blondie. Como freelancer ativo trabalhando para outras revistas como CreamMelodyMaker e Rolling Stone, entre outras, as fotografias de Bob já estamparam capas e figuraram nas páginas de muitas dessas publicações seminais, registrando todos os cenários: os palcos, os bastidores, as turnês, as festas, a curtição, a vida doméstica e os momentos de descanso. Sua presença despretensiosa por trás das lentes foi incorporada de maneira tão profunda às próprias bandas, que, em alguns casos, ele era considerado um integrante de honra.

 

Serviço


JOHN LENNON EM NOVA YORK POR BOB GRUEN 
DATA 16 de outubro de 2020 a 31.01.2020  
HORÁRIO Sextas, sábados e domingos, das 12h às 18h
INGRESSO Sábados e domingos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia). Entrada gratuita às sextas-feiras e para crianças até cinco anos. Ingressos antecipados no site da Sympla.
Pessoas do grupo de risco têm entrada preferencial no primeiro horário (12h).
Classificação indicativa Livre

 Museu da Imagem e do Som  MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo| (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 18. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.


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