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Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC USP) apresenta exposição de Pedro Meyer

MUITO ALÉM DAS APARÊNCIAS: A IMAGEM CRÍTICA DE PEDRO MEYER

O Santo Andarilho (Assunción Nochixtlán, Oaxaca, México), 1991/1993
impressão em cores sobre papel
87,5 x 111,9 cm

 O Museu de Arte Contemporânea da USP apresenta, a partir do dia 5 março, a exposição Muito Além das Aparências: A Imagem Crítica de Pedro Meyer, reunindo 27 trabalhos do fotógrafo espanhol de 84 anos, radicado no México desde 1938. A curadora da mostra, Helouise Costa, selecionou as obras de um conjunto de 40 fotografias doadas pelo próprio artista ao MAC USP em 2008, depois que o museu integrou – junto com outras 64 instituições internacionais - o projeto Heresias, uma retrospectiva da carreira do artista.

O Dedo de Deus (Rio de Janeiro, Brasil), 2005
impressão em cores sobre papel
87,5 x 111,9 cm

O nome de Pedro Meyer está ligado às primeiras tentativas, realizadas entre as décadas de 1970 e 1980, de estabelecer uma identidade para a fotografia produzida na América Latina. Meyer foi um dos idealizadores e primeiro presidente do Conselho Mexicano de Fotografia, defendendo a mobilização dos fotógrafos por uma produção documental comprometida com a denúncia da exploração econômica e da opressão política em diferentes países do continente americano. Seus trabalhos foram orientados por essa prática por muitos anos.

Vale do Amanhecer (Vale do Amanhecer, Brasil), 2004/2005
impressão em cores sobre papel
87,5 x 111,9 cm

Diante de uma nova realidade na década de 1980 – o fim das ditaduras no continente e o surgimento de novas tecnologias - a função social da fotografia documental engajada passou a sofrer questionamentos e parecia não fazer mais tanto sentido. Meyer começou a questionar a fotografia direta por meio de experimentações como recortes, montagens, inserção ou supressão dos elementos, alterações cromáticas e outros recursos, usando a tecnologia digital. A curadora observa que “a liberdade oferecida pelas tecnologias digitais intensificou a dimensão subjetiva de sua produção, permitindo-lhe ir muito além das aparências do mundo visível”, e completa: “trata-se de uma aposta renovada na contundência crítica das imagens que incorpora a ficção para explicitar as contradições da contemporaneidade”.

Cavalinho contemplando o Ganges (Kolkata, Índia), 2004
impressão em cores sobre papel
88,3 x 111,9 cm

A exposição permanece no MAC USP até 5 de julho, de terça a domingo das 10 às 21 horas. A entrada é sempre gratuita. Grupos podem agendar visitas com o Serviço Educativo do Museu pelo endereço edumac@usp.br ou pelo telefone 11 2648.0258.


Muito Além das Aparências: A Imagem Crítica de Pedro Meyer
Curadoria: Helouise Costa
Período: 5 de março a 5 de julho de 2020
Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 21 horas
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera
Entrada gratuita
Telefone: 11 2648.0254

AI

MAC USP recebe exposição em parceria com o Paço das Artes

PARADOXO(S) DA ARTE CONTEMPORÂNEA:
Diálogos entre os acervos do MAC USP e do Paço das Artes

Resultado da parceria entre o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Paço das Artes - Instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo -, a exposição Paradoxo(s) da Arte Contemporânea: diálogos entre os acervos do MAC USP e do Paço das Artes - teve início no dia 26 de maio, a partir das 11 horas - apresenta um diálogo possível entre as instituições, com artistas que desenharam a história do Paço das Artes e que fazem parte do acervo do MAC USP. Como lembra Priscila Arantes, diretora artística e curadora do Paço das Artes, “por não possuir uma coleção de obras de arte, o acervo do Paço é constituído pela documentação e arquivo da instituição, refletindo os registros das exposições e ações culturais ali organizadas”. O trabalho de documentação, fundamental para a memória da arte contemporânea, também é uma das questões centrais para o MAC USP. “Nesse diálogo, procuramos cotejar e acompanhar artistas que fizeram a história do Paço e estão presentes no acervo do MAC USP”, diz Ana Magalhães, curadora do Museu de Arte Contemporânea.
Fernando Piola
Operação Tutoia, 2007/12
recorte em vinil adesivo e fotografia em cores sobre papel
A obra Paradoxo do santo, de Regina Silveira, é o ponto de partida para a curadoria de Ana Magalhães e Priscila Arantes. A instalação, que contrapõe a imagem popular de Santiago Apóstolo - patrono militar da Espanha e do Novo Mundo - à grande sombra distorcida e projetada do famoso monumento eqüestre dedicado a Duque de Caxias - patrono das forças armadas brasileiras - representa uma reflexão da artista sobre os conflitos de dominação da América Latina. O trabalho foi escolhido como fio condutor para a seleção dos demais artistas e para discutir as inquietações que ambas as instituições têm levantado no que diz respeito à produção contemporânea. A partir dessa instalação, do efeito da sombra e seus significados, outras obras de Regina Silveira foram selecionadas, discutindo questões como o museu, o território, o ativismo e a violência.
Alex Flemming
Série Alturas, 1996
offset sobre papel encadernado com cartão e espiral de plástico
 O museu e seu paradoxo são revisitados nas proposições de Fabiano Gonper, Felipe Cama e Antoni Muntadas, este último com a reativação da obra “Sobre a Subjetividade”, de 1978, em que o artista selecionou 50 imagens do livro “The Best of Life” (publicação de fotografias da revista norte-americana Life) e enviou por carta para diferentes pessoas solicitando uma sugestão de legenda para as mesmas. O território e seus conflitos emergem nas proposições de Gilbertto Prado, Rosângela Rennó, Alex Flemming, Nazareno Rodrigues e Giselle Beiguelman. Em “Cinema Lascado - Minhocão”, por exemplo, Giselle Beiguelman propõe ao expectador vivenciar escombros impossíveis como estar, simultaneamente, em cima e em baixo do viaduto paulistano.
Gilbertto Prado
Desertesejo, 2000/14
software, computador, teclado, mouse, joystick, projetor e som
 O ativismo e as poéticas militantes estão presentes nos trabalhos de Eduardo Kac e Tadeu Jungle ao mesmo tempo em que a violência é inerente aos trabalhos de Thiago Honório, Fernando Piola e Hudinilson Jr. “Essas constelações não são núcleos ou temas rígidos na exposição, mas formam redes de contatos sobrepondo-se umas às outras. Não há uma disposição linear ou cronológica, mas um diálogo entre os artistas dentro desses paradoxos que a arte contemporânea propõe na atualidade”, descrevem as curadoras.
Giselle Beiguelman
Cinema Lascado (Minhocão), 2010
vídeo digital, som, cor, 2'29" - versão duocanal
 As parcerias entre o Paço das Artes e o MAC USP são de longa data, iniciadas ainda quando as instituições eram vizinhas dentro da Cidade Universitária (até a saída do Paço e do MAC USP, em 2016). Esta relação de cooperação, como ressaltada pelo diretor do MAC USP, Carlos Roberto F. Brandão, é de extrema relevância. “Assim como o Museu, o Paço é estimulador da produção contemporânea mais atual, com enorme atenção à preservação da memória dessa produção, e um enfoque especial nos debates sobre documentação, arquivamento e conservação da arte contemporânea”, lembra.
Hudinilson Jr.
Caderno de Referência 95, c.2007
caneta hidrográfica, grafite e fotocópia sobre papel, esparadrapo, DVD e recortes de jornal e de offset em cores e pb
 

Thiago Honório
Documents [Conjunto de objetos cortantes dos sécs. XVIII, XIX, XX e XXI recolhidos em vendas de garagem, feiras de quinquilharias e de antiguidades e mercados de pulga de diversos bairros periféricos e centrais de Paris], 2012
objetos cortantes, cabo de aço, pranchas e cavaletes de madeira e impressão sobre folheto-mostruário sanfonado
Exposição: Paradoxo(s) da Arte Contemporânea: Diálogos entre o acervo do MAC USP e o acervo do Paço das Artes
Curadoria: Ana Magalhães (MAC USP) e Priscila Arantes (Paço das Artes)
Abertura: 26 de maio de 2018, a partir das 11 horas
Encerramento: 5 de agosto de 2018
Funcionamento: Terça a domingo das 10 às 21 horas
Local:  MAC USP  – Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Telefone: 11 2648.0254 (recepção) - 11 2648.0258 (educativo)
Entrada gratuita
www.mac.usp.br
 


AI

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